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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 Reportagem | 09:04

De Sepetiba a Praia Grossa, as 71 praias cariocas

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Do Leme ao Pontal não há nada igual… no mundo. Sem contar com Calabouço, Flamengo, Botafogo, Urca, Praia Vermelha, já cantava Tim Maia com seu vozeirão.

Praia do Diabo, com Ipanema e Leblon ao fundo

Praia do Diabo, com Ipanema e Leblon ao fundo

Só que Tim deixou de lado muitas praias famosas da cidade do Rio de Janeiro. Ele nomeou 7 das 71 que formam os 90 km da orla carioca – em mar aberto, em restinga e na Baía de Guanabara.

Símbolos do Rio, elas foram inventariadas e ganharam um roteiro em “Praias Cariocas”, do designer Claudio Novaes, 50 anos, gerente de Disseminação de Informação do IPP (Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos), que lançou esta semana o livro (R$ 25) com fotos dele e do fotógrafo Cesar Duarte.

Algumas são famosas internacionalmente, como Copacabana e Ipanema, que renderam músicas e se transformaram em dois dos mais vistosos cartões postais do País.

Tirando a roupa

Abricó, em Grumari, é a praia naturista do Rio

Com 270 metros de extensão, Abricó é a praia naturista do Rio

Há outras que já tiveram algum destaque ou que, ocasionalmente, ganham atenção da mídia. No primeiro caso é possível citar a Praia de Ramos, com seu piscinão na Zona Norte. No segundo caso está Abricó. Com seus 270 metros de extensão, e cercada por pedras e vegetação, é a única reserva naturista da cidade. Para entrar lá só seguindo os preceitos da associação que administra o lugar. Em outras palavras, tirando a roupa e ficando ao natural.

Praia de Ramos, na Baía de Guanabara, com o piscinão de Ramos

Praia de Ramos, na Baía de Guanabara, com o piscinão de Ramos

“Pensei em estruturar o livro  como um roteiro, como se o leitor caminhasse pela orla da cidade, de Sepetiba até Paquetá, a ilha no meio da Baía de Guanabara”, explica Cláudio, que levou 11 meses de pesquisa e trabalho de campo, indo a todas as praias citadas. Ou quase. “Em Abricó só fui até a entrada”, ri.

Como ponto de partida ele usou uma listagem e informações do IPP, que à maneira de um IBGE carioca reúne informações estatísticas sobre a cidade. As praias foram ordenadas em cinco áreas: Zona Oeste, Barra da Tijuca, Zona Sul, Zona Norte e Ilha de Paquetá.

Local de fundação da cidade

E cada uma apresenta mapa de localização, informações sobre acessos, serviços e equipamentos disponíveis, além de curiosidades. Por exemplo, a Praia de Fora, dentro da fortaleza de São João, na Urca, não é somente a última praia da Zona Sul antes da baía. Foi láque Estácio de Sá fundou a cidade, em 1565.

A José Bonifácio, ou da Guarda, na Ilha de Paquetá, ganhou esse nome  por conta da guarda montada para vigiar a prisão domiciliar de José Bonifácio de Andrada e Silva, o patriarca da independência.

“A de São Bento, na Ilha do Governador, tem uma história interessante. A área foi doada por um fazendeiro aos padres beneditinos em troca da salvação da alma dele e da família”, conta Cláudio.

Praias selvagens

Mapa do livro mostra a localização das praias selvagens

Mapa do livro mostra a localização das praias selvagens

Na Zona Oeste ficam as cinco praias “selvagens” da cidade, sem acesso formal ou qualquer infraestrutura no local. Para chegar a esses pontos, protegidos por paredões de pedra e vegetação intocada, só por barcos ou caminhando por trilhas.

Praia do Perigoso é uma das cinco ainda selvagens na cidade

A praia do perigoso é uma das cinco ainda selvagens na cidade

As praias dos Búzios, do Perigoso, do Meio, Funda e do Inferno ficam próximas, entre Grumari e Barra de Guaratiba. Desconhecidas dos cariocas, elas ficam praticamente desertas durante a semana e são pouco visitadas nos finais de semana.

“As selvagens são mais bonitas, mas não têm qualquer infraestrutura. Gosto de Grumari, que tem alguma estrutura, quiosques para comer ou beber algo, e são um pouco selvagens ainda”, afirma Cláudio, que também frequenta a Barra.

Nem todas as 71 são próprias para banho. “As praias de Paquetá são muito bonitas, mas não são balneáveis. Elas sofrem com a degradação da baía, infelizmente”, diz Cláudio sobre a parte final de seu roteiro, que termina com as 14 praias da ilha.

Aliás, se seguisse a geografia carioca, Tim Maia teria feito outra letra para “Do Leme ao Pontal”. De Sepetiba a Praia Grossa não há nada igual… no mundo. Hum, pensando bem, melhor não.

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