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sexta-feira, 1 de junho de 2012 Nota | 15:20

Epidemia de dengue termina com 13% da população carioca infectada

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A secretaria municipal de Saúde do Rio de Janeiro decretou o fim da epidemia de dengue na cidade nesta semana, após um mês de vigência do alerta. O principal tipo de dengue registrado foi o 4, que ainda não havia circulado de forma prevalente. Ele foi responsável por 86,8% das notificações (o tipo 1 teve 12,9% das incidências).

Oficialmente, até o final da semana passada, foram registrados 82.680 casos – sendo 19 mortes. No entanto, segundo Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, é bastante significativo o caso de subnotificações de casos de dengue.

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“Quem adoece de forma clássica é uma minoria. A maioria é de assintomáticos ou que sofre com uma manifestação branda da doença, afirma ele.

O coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde cita um “estudo clássico cubano”, usado como referência no tratamento da dengue que demonstrou que um em cada dez casos apenas é detectado pelas autoridades de Saúde.

Sendo assim, os 82.680 casos de dengue registrados na cidade do Rio de Janeiro este ano seriam a ponta do iceberg de um universo de cerca de 826.800 pessoas infectadas, a maioria assintomática ou com uma manifestação tão leve da doença que nem percebeu se tratar de dengue. Ainda mais que o tipo 4 se mostrou menos agressivo do que o tipo 2, por exemplo. Isso seria uma das explicações para o número de óbitos comparativamente baixo em relação às epidemias anteriores (em 2002 foram 62 mortes; em 2008 foram 153 em igual período).

Essas pessoas cuja contaminação não foi objeto de registro, no entanto, passam a estar imunizadas contra a dengue do mesmo tipo que foram infectadas. Elas também correm um risco maior de contrair dengue hemorrágica caso venham a ser contaminadas por um mosquito transmissor de um outro tipo da doença.

De epidemia à baixa incidência

Curiosamente, o alerta de epidemia emitido pelas autoridades de Saúde no Rio não vigorou durante o auge do período de contaminação, mas apenas quando o número de casos já estava na descendente. Pelo critério usado pela Prefeitura, há epidemia quando o número de casos novos ultrapassa 300 por 100 mil habitantes, o que ocorreu já nas últimas semanas de março.

Com o novo anúncio, o Rio foi de uma situação de epidemia para uma de “baixa incidência” na última semana, quando há menos de 100 casos por mil habitantes.

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