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segunda-feira, 18 de junho de 2012 Reportagem | 16:29

Gol e Azul fazem voos com biocombustíveis de cana, óleo vegetal e resto de gordura

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Querosenes feito de cana-de-açúcar e de óleo vegetal e restos de gorduras animais são os biocombustíveis experimentais que serão usados por duas companhias aéreas nacionais em voos testes pioneiros nesta terça-feira, dia 19. Os voos da Gol e da Azul saem de São Paulo para o Rio, onde ocorre a Rio+20. O anúncio foi feito hoje em palestra no Fórum Humanidades, evento paralelo da Rio+20 sediado no Forte de Copacabana.

Acompanhe a cobertura do iG sobre a Rio+20

No caso da Azul, o projeto é uma parceria com a Amyris (que desenvolveu o biocombustível para aviação), com a Embraer e a GE. Será o primeiro voo no mundo usando querosene derivado de cana-de-açúcar. Com convidados da empresa, um jato Embraer 195 (com 118 lugares) sai de Viracopos, em Campinas, para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

É um voo não comercial, já que é um teste e o combustível ainda não foi certificado pelas autoridades locais. Ele também é uma mistura de 50% de bioquerosene e 50% de querosene de aviação normal.

O preço de produção atual é proibitivo. Custaria cerca de 4 a 5 vezes mais do que o querosene de aviação convencional. É bom lembrar que o combustível responde por até 40% dos custos de uma empresa de aviação. Mas, segundo o diretor de relações institucionais da Azul, Abelardo Febeliano, com uma produção em larga escala o bioquerosene derivado de cana-de-açúcar ficaria competitivo. Ele acredita que em dois anos isso poderia começar a ocorrer. E que o percentual de combustível de origem renovável poderia chegar a 100%.

“É preciso pensar em fontes renováveis, já que o petróleo vai acabar. Além de ser uma fonte renovável, a cana é menos poluente. Ela reduz em 82% as emissões de gases de efeito estufa”, afirma Febeliano.

“Já há biocombustíveis com óleos vegetais que receberam o certificado para voos comerciais. Mas esse projeto é o pioneiro no mundo a transformar açúcar em hidrocarboneto”, afirma Adilson Liebsch, diretor de marketing da Amyris.

Outro voo verde

Biocombustível usando óleo vegetal é o modelo adotado pela Gol. O voo da Gol fará o trajeto da ponte aérea São Paulo-Rio, com um avião saindo de Congonhas às 12h40 e chegando ao Santos Dumont às 13h42. O biocombustível usado pela empresa foi produzido a partir de óleo de milho não comestível e óleos e gorduras residuais, que são convertidos em hidrocarbonetos puros. O resultado é misturado a 50% de combustível fóssil.

Um dos passageiros do voo da Gol será o secretário-geral da Organização Internacional de Aviação Civil, Raymond Benjamin. Na onde verde e ecologicamente responsável promovida pela Rio+20, a conferência de desenvolvimentos sustentável da ONU, ele avisou que virá do Canadá, passando pelo México e por São Paulo viajando apenas em aeronaves que usam biocombustível.

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