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quinta-feira, 1 de março de 2012 Nota | 10:01

Conheça dez curiosidades sobre o aniversário da cidade do Rio

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Hoje é aniversário do Rio de Janeiro. São 447 velinhas no bolo. Para comemora a data, eis abaixo dez curiosidades ligadas à fundação da cidade.

1. A cidade foi fundada em 1º de março de 1565 pelo português Estácio de Sá, que se tornou o primeiro governador-geral da Capitania do Rio. Alguns anos mais tarde ele viraria nome de rua, de largo e até de escola de samba.

2. O local de fundação é um dos lugares mais bonitos e importantes – e menos visitados – da cidade: a praia entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, na Urca, imediatamente antes da entrada da Baía de Guanabara. Hoje é área militar, ocupada pelo Exército, que tem lá o Forte São João, onde também fica a Escola Superior de Guerra.

Vista aérea do Rio, com o o trecho entre os morros Cara de Cão e Pão de Acúcar à direita

Vista aérea do Rio, com o o trecho entre os morros Cara de Cão e Pão de Acúcar à direita

3. O nome de batismo da cidade é São Sebastião do Rio de Janeiro, uma homenagem a Dom Sebastião 1º, o rei menino português, que contava então 11 anos.

4. Por causa de controvérsias entre historiadores, o aniversário da cidade foi comemorado durante muito tempo no dia do padroeiro, São Sebastião, 20 de janeiro. Só em 1957 é que 1º de março foi oficializado.

5. Embora a cidade do Rio tenha sido fundada em 1565, já havia um povoamento no local. Só que francês. Capitaneados por Villegagnon, os franceses chegaram dez anos antes, na tentativa de fincar uma base aqui. A experiência colonial ficou conhecida como França Antártica.

6. Tanto portugueses quanto franceses tiveram como aliados tribos indígenas com hábitos antropofágicos (adeptos do canibalismo, em outras palavras). Os franceses lutaram com a ajuda dos Tupinambás. Os portugueses arregimentaram os Temiminós.

7. Estácio de Sá morreu em consequências de ferimento recebido em uma batalha na praia do Flamengo, em uma área ocupada hoje pelo Outeiro da Glória e pelos jardins do Palácio do Catete. Na época o lugar era conhecido como Uruçumirim. Estácio de Sá recebeu uma flechada no olho, no dia 20 de janeiro de 1567. Seu túmulo está na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca.

8. O padre José de Anchieta acompanhou a missão de Estácio de Sá para expulsar os franceses do Rio de Janeiro. Mais tarde, ele escreveria um poema épico glorificando os feitos de Mem de Sá, governador-geral do Brasil, que veio em socorro do sobrinho. Foi testemunha da chacina dos combatentes derrotados, “passados todos ao fio da espada”.

9. Um dos índios que ajudou os portugueses foi Araribóia, líder dos Temiminós. Pouco após a expulsão dos franceses, em 1573, ele foi para o outro lado da Baía, fundando São Lourenço dos Índios, hoje Niterói.

10. A rua mais antiga do Rio é considerada a antiga Rua Direita, no Centro, hoje chamada de 1º de Março. Mas o nome não tem nada a ver com a data de fundação. É uma homenagem ao fim da Guerra do Paraguai, que terminou justamente no aniversário da cidade, em 1870. Eram tempos em que as informações circulavam beeeeem mais lentamente. A notícia do fim da guerra só chegou aqui duas semanas depois, quando aportou na cidade um navio vindo do Uruguai.

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011 Reportagem | 12:48

Angu Duro, Pata Choca, Shangrilá e outros nomes curiosos das favelas cariocas

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Shangrilá, quem diria, existe de verdade e não fica nas cordilheiras do Himalaia, mas na Taquara, em Jacarepaguá, na zona oeste carioca, e tem 835 habitantes. Também não é um paraíso idílico escondido, mas sim uma das 763 favelas da cidade do Rio, a cidade com maior número de pessoas vivendo nesse tipo de moradia em todo o País.

O Censo 2010 do IBGE divulgou as primeiras informações sobre favelas e similares – definidos pelo instituto como “aglomerados subnormais”. O interessante é observar o nome com que muitas delas foram batizadas. E o cruzamento com outros bancos de dados revelam curiosidades. Há homenagens a políticos, novelas, banqueiro do bicho, animais, áreas da cidade e até a um maestro de ópera. Muitos nomes têm origens inusitadas.

Comunidades com animais são muitas: Águia Dourada, Araras, Beco da Coruja, Beco do Carcará, Beco do Rato, Formiga, Jacaré, Jacarezinho, Caracol, Bacalhau, Cabritos, Macacos, Urubu, Pavão-Pavãozinho. Até o piolho foi lembrado, dando nome a uma favela em Jacarepaguá.

E sem se desviar do tema zoológico, existem duas favelas batizadas de Castor de Andrade, falecido banqueiro do bicho fluminense. Ambas em Bangu, área de atuação maior do contraventor, que foi presidente do time do bairro.

Monarquia, República e política

Existem três com nomes derivados da monarquia. Temos um Barão, uma Baronesa e um Visconde de Sabóia. Há denominações mais republicanas. Dois ex-governadores foram eternizados. Há o Beco do Brizola (em Paciência), e uma comunidade Negrão de Lima, perto do viaduto em Madureira que leva seu nome. E dois presidentes foram lembrados. Tancredo Neves foi duas vezes (em Bangu e no Jacarezinho). E há um Parque João Goulart, em Manguinhos, onde também existe uma comunidade com o nome do sanitarista Carlos Chagas. Chico Mendes deu nome a dois “aglomerados subnormais”. Sobra até para músicos. Existe o Conjunto Ataulfo Alves.

E mesmo longe de Washington o Rio também tem uma Casa Branca, que fica na Tijuca e foi recentemente pacificada.

Certos batismos evidenciam uma orientação ideológica. Força do Povo, em Anchieta, foi fruto de uma ocupação feita por cem integrantes do MTT (Movimento dos Sem Teto e Sem Terra) na década de 90. Ou a Ocupação Olga Benário Prestes, em Campo Grande, mais recente.

Mas nomes politizados são minoria. Novelas são uma constante no batismo de ocupações irregulares. E de todas as épocas. Cambalacho, surgiu em 1987. Na década anterior foi criada a Te Contei. E nos anos 90 foi a vez de Torre de Babel e Uga Uga. Há também um Parque Criança Esperança e uma favela Pica Pau Amarelo.

Dom da ubiquidade

Nomes religiosos são bem mais frequentes: Espírito Santo, Deus é Vida, Cosme e Damião, Fé em Deus, da Fé, Nova Canaã… Há também um Parque João Paulo II e uma Vila dos Crentes.

E Santos e Santas para quase todas as devoções. Às vezes replicados. Nossa Senhora da Conceição são três. Aliás, o que não falta é Nossa Senhora… da Penha, de Fátima, da Apresentação, da Guia, da Glória, das Graças, da Paz. E temos Jardim São Bento; Loteamento São Sebastião; Morro São João, São José e Santa Marta.

Santas temos Alexandrina (duas vezes), Anastácia, Mônica, Clara (duas), Efigênia, Luzia, Maria, Maura, Rosa e Terezinha. E com santos há espaço para os mais obscuros. Usaram São Carlos, Diogo, Gomário (aparentemente seria o santo dos casamentos em crise, para quem se interessar), Gonçalo do Amarante (que é beato, não é santo), Francisco de Assis, Jerônimo, Jorge (duas), Miguel, Miguel Arcanjo, Pedro; Santo Amaro, Antônio (duas), André, Jorge (outras duas).

Um caso à parte é São Sebastião que, mais do que outros, tem o dom da ubiquidade no Rio. Além de padroeiro da cidade – que leva seu nome na certidão de batismo – , ele comparece em um loteamento, um morro e uma vila.

Angu Duro e Pata Choca

Com origem em time de futebol existe a Barreira do Vasco, colada ao campo de São Januário, em São Cristóvão. Ela foi formada por soldados que retornaram da Segunda Guerra Mundial sem ter onde morar. O terreno acabou desapropriado pelo então presidente Getúlio Vargas na década de 50.

Sentimentos e conceitos são sempre lembrados. Há morro da Liberdade, da Esperança, do Sossego, do Amor e do Adeus; e vilas Progresso, Harmonia, Paz e União, por exemplo.

Alguns nomes são otimistas. Além de Shangrilá, temos uma Vila Paraíso, uma Porta do Céu, uma Vila do Céu, uma favela Pedacinho do Céu e uma Céu Azul. Outras não douram a pílula, como exemplificam uma Vila Vintém, uma Vila Miséria,

Nomes esquisitos são muitos. Tem Angu Duro, instalada no Itanhangá desde a década de 30; Cachorro Sentado, que surgiu de um sítio no Recreio dos Bandeirantes. Duas levam o nome de Final Feliz. Também há Fubá, Querosene, Gari, Mata Quatro, Pata Choca, Pretos Forros, Sanatório, Buraco Quente; Faz Quem Quer.

Mas talvez o mais inusitado nome de comunidade no Rio seja Maestro Arturo Toscanini, em homenagem ao regente italiano de fama mundial que iniciou a carreira quase que por acaso no Theatro Municipal. Tem 185 moradores e fica no Tauá, na Ilha do Governador.

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