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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012 Nota | 17:08

Plataformas são o principal destino de trabalhadores estrangeiros no Rio

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O Brasil concedeu autorização para 70.524 estrangeiros trabalharem no País no ano passado.  O Rio perdeu para São Paulo a liderança que teve em 2008 e 2009.

No Rio, foram 24.897 autorizações concedidas no ano passado, segundo a Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho. Esse número vem aumentando desde 2009, quando foram dados 15.130 vistos de trabalho para estrangeiros.  Em São Paulo, no mesmo período, o número de licenças chegou a 33.392.

No Rio, a maioria dos estrangeiros vem dos EUA (4.478), das Filipinas (3.271), do Reino Unido (2.386), da Noruega (1.548), da Índia (1.406), da França (920), da Polônia (706), da Espanha (652), do Canadá (648) e da Holanda (599). Em seguida, entre a 11ª e 15ª colocação estão Rússia (557), Alemanha (533), China (487), Dinamarca (463) e Itália (420). Nos últimos quatro anos, EUA, Reino Unido e Filipinas estiveram à frente do ranking, alterando as posições.

Leia mais: “Vivo onde o resto do mundo tira férias”

Peculiaridades do Rio

O perfil do trabalhador estrangeiro que vem para o Rio tem particularidades e é diferente do tipo de profissional que vai para São Paulo, por exemplo. No Rio,  mais da metade das autorizações evidenciam a força do setor petrolífero e as expectativas em relação ao pré-sal, pois se referem a “trabalho a bordo de embarcação ou plataforma estrangeira”. Foram 14.853 vistos em 2011 (50.860 nos últimos quatro anos).

Justificativa para concessão de vistos para trabalhadores estrangeiros no Rio de Janeiro

Justificativa para concessão de vistos para trabalhadores estrangeiros no Rio de Janeiro

O Rio responde por 84% desse tipo de autorização concedida no ano passado em todo o Brasil. A maioria dos trabalhadores tem superior completo e são originários majoritariamente das Filipinas, Reino Unido, EUA, Índia e Noruega.

As outras situações em que vistos foram concedidos para estrangeiros que vieram trabalhar no Rio foram “Assistência Técnica por prazo até 90 dias; sem vínculo empregatício”, com 3.472 autorizações em 2011; e “Estrangeiro na condição de artista ou desportista, sem vínculo empregatício”, com 2.512.

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Em São Paulo, por exemplo, o maior número de vistos também está relacionado ao setor naval, mas com uma diferença. Foram dados 14.455 autorizações para “Tripulante de Embarcação de Turismo, sem vínculo empregatício”.

Se em relação a concessão de vistos de trabalho para estrangeiros o Rio é o segundo maior beneficiário, no que diz respeito a investimento efetuados por estrangeiros como pessoa física, o Rio está em quinto lugar. Fica atrás de São Paulo, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. Foram R$ 19.422.336,16.  Menos de 10% dos R$ 204 milhões em todo o Brasil registrados em 2011.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 Nota | 15:47

Rio dividirá futebol nas Olimpíadas com outras quatro capitais

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Ao contrário do que ocorreu em outras edições, o Rio de Janeiro sediará todas as modalidades das Olimpíadas em 2016. Em Moscou (1980), por exemplo, as provas de iatismo foram feitas em Talin – a capital da Estônia, então uma das três repúblicas bálticas e hoje um país independente.

Leia mais sobre Olimpíadas no blog Espírito Olímpico

Em 2016, porém, nem todos os eventos olímpicos serão realizados no Rio. Um deles terá parte das competições fora da cidade. E é justamente o futebol.

A Empresa Olímpica Municipal – que coordena pela Prefeitura os trabalhos relacionados ao evento – informa que as partidas iniciais serão divididas entre quatro cidades além do Rio. Serão elas Brasília, Salvador, São Paulo e Belo Horizonte.

Mas a final, claro, será no Rio.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Nota | 16:01

Livro traça roteiro histórico, geográfico e afetivo da bossa nova

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Diz a lenda que é mais fácil ouvir bossa nova em Tóquio do que no Rio de Janeiro, onde o gênero nasceu nos anos 50. Pois seu biógrafo principal, o jornalista Ruy Castro, resolveu mostrar que é um exagero achar que a cidade virou as costas para a música feita por Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto e tantos outros em “Rio Bossa Nova – Um Roteiro Lítero-Musical” (Editora Casa da Palavra).

Capa do livro "Rio Bossa Nova", de Ruy Castro (divulgação)

Capa do livro "Rio Bossa Nova", de Ruy Castro (divulgação)

Em edição bilíngue português-inglês, “Rio Bossa Nova” cobre dois aspectos. Um é histórico, recapitulando em uma arqueologia afetiva os lugares marcantes do gênero; o outro é apresentar os locais onde ainda hoje é possível ouvir algo banquinho e violão.

Apesar do esforço louvável, esta relação deixa a desejar. A listagem inclui vários pontos em que o gênero é (ou foi) visitante bissexto – embora, em geral, isso seja dito de uma forma ou outra no livro. E quase todo lugar onde isso ainda ocorre não tem estatura suficiente para virar ponto de peregrinação de aficionados.

Em vez de comprar o livro, para quem estiver interessado em saber onde escutar bossa nova é bem mais eficiente checar a programação atualizada de shows em jornais e revistas, como o próprio autor recomenda.

Gênese da bossa nova

O primeiro aspecto, de roteiro histórico, é alcançado com brilho. De forma didática e seguindo uma orientação geográfica, separando por bairros, Ruy conta a lenda dos lugares relacionados à bossa nova. Para facilitar a vida de quem não conhece muito o Rio o livro poderia contar com pequenos mapas.

Algumas histórias são mais conhecidas, como a da Casa Villarino (av. Calógeras, 6 loja b), no Centro, onde em maio de 1956 Tom Jobim e Vinícius foram apresentados e começaram a frutuosa parceria. Das mesas da antiga uisqueria – atualmente um restaurante – partiram para as primeira músicas de “Orfeu da Conceição”.

Ou o antigo endereço da Odeon, onde foram gravados entre outros o seminal LP “Canção do Amor Demais”, de Elizeth Cardoso, com João Gilberto em duas faixas apresentando ao mundo a batida bossa nova em seu violão.

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Há lugares menos conhecidos, como o extinto Grupo Universitário Hebraico, no Flamengo. Foi lá que o termo bossa nova foi usado pela primeira vez para definir o gênero musical nascente.

As casas de Vinícius e Tom merecem um verbete separado. São várias. E Ruy indica as principais, sempre associadas a acontecimentos ou às obras produzidas no período.

O célebre apartamento de Nara, na avenida Atlântica, onde os jovens músicos se reuniam, também consta do livro, com algumas histórias. “Ao contrário do que até hoje se repete, não foi nele que se ‘inventou a bossa nova’, e nem a bossa nova foi inventada num endereço único”, explica Ruy. “Quando a bossa nova se estabeleceu no mercado, o apartamento tornou-se uma espécie de QG da nova música, embora os mais velhos, como Jobim, Newton Mendonça e João Gilberto, não costumassem frequentá-lo”.

Cemitério e luzes piscando ao entardecer

Até o Cemitério São João Batista, em Botafogo, virou verbete. E com razão. “Eu sei, cemitérios costumam ser frios, meio mórbidos e não representam exatamente o espíritos da bossa nova, mais chegada ao sol. Mas o Père Lachaise, em Paris, também não é o Folies Bergères e, todo verão, transborda de visitantes ao túmulo do roqueiro Jim Morrison à espera de que ele ressuscite e faça seu primeiro milagre”, justifica Ruy.

Pois a comparação com o Père Lachaise também não é descabida, já que o São João Batista tem a maior concentração de famosos entre suas lápides. Da bossa foram enterrados lá Tom, Vinícius, Newton Mendonça, Sylvinha Telles, Nara Leão, Maysa, Dolores Duran, Antonio Maria, Ronaldo Bôscoli, para citar alguns.

Mas o guia apresenta endereços importantes e pouco conhecidos. Como o Instituto Cravo Albin (av. São Sebastião, 2 conj. 302), na Urca, mansão que virou um centro cultural após ser doada à cidade pelo pesquisador e produtor Ricardo Cravo Albin, um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som. O acervo conta com pertences importantes de músicos (entre os quais chapéus de Tom Jobim, de Pixinguinha e de Moreira da Silva, violões de Cartola e Luiz Bonfá) e 30 mil discos de MPB.

E tem o Arpoador, outro verbete. Ruy lembra que a praia era frequentada pelos jovens artistas no primórdio da bossa nova. Suas pedras serviram de cenário para João Gilberto na foto da capa de seu primeiro disco.

O Arpoador também foi cenário um show emblemático. Há exatos 20 anos, Tom fez uma apresentação gratuita, ao ar livre, no fim de tarde. As pessoas assistiam deitadas na areia ou mesmo dentro do mar calmo no espírito “o barquinho vai, a tardinha cai”. Quando o sol começou a se pôr, Tom passou a tocar “Samba do Avião”. No alto, um avião da Ponte Aérea, indo para São Paulo, se aproximou e, voando mais baixo do que de costume, começou a piscar suas luzes, para delírio do público, criando um daqueles momentos míticos da relação da bossa nova com a cidade. A história não consta do livro. Com razão. É impossível reproduzir aquele instante em texto.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Nota | 15:29

Rio: salário aumenta mais do que número de empregos com carteira assinada

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Realizada nas seis maiores regiões metropolitanas do País (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), a Pesquisa Mensal de Empregos fechou 2011 com números dúbios sobre o Rio.

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Afinal, números de uma estatística dependem muito da leitura que é feita. Na comparação com 2003, o Rio teve a menor queda percentual de desocupação. Passou de 9,2% para 5,2% – quatro pontos percentuais. Tinha a menor entre as seis regiões em 2003. Agora, Porto Alegre (de 9,5% para 4,5%) e Belo Horizonte (de 10,8% para 4,9%) estão em melhor situação. E, proporcionalmente, São Paulo teve a maior redução: 7,9 pontos (de 14,1% para 6,2%).

Ultrapassado por Recife e Salvador, o Rio também tem o menor percentual de empregados com carteira de trabalho: 43,9% – embora este número tenha aumentado 6,9 pontos nos 8 anos de comparação da pesquisa.

A grande melhora do Rio na pesquisa foi no aumentos de rendimento médio recebido pela população ocupada, o maior entre as seis regiões metropolitanas. São Paulo continua na frente, mas o Rio agora está colado, com apenas R$ 10,87% de diferença. Passou de R$ 1.284,93 para R$1.719,35 (um aumento de R$434,42). São Paulo foi de R$ 1.519,92 para R$ 1.730,22 (R$210,30 a mais).

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 Nota | 13:10

Desembarque demora mais do que voo

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Dia de Natal, voo 1395 da Gol – de Congonhas, em São Paulo, para o Galeão, no Rio de Janeiro. O trajeto entre as duas cidades é feito em 41 minutos.

Entre o pouso e o desembarque são gastos 10 minutos. Já a entrega da bagagem dos 18 passageiros que desceram do avião leva mais meia hora. No total, gasta-se tanto tempo voando quanto no desembarque. A justificativa dos funcionários da companhia aérea: Falta veículo para transportar as malas até o terminal.

Faltam dois anos e meio para a Copa do Mundo.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Nota | 08:08

Cidades turísticas são as mais favelizadas no Rio

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Angra dos Reis e outras quatro cidades turísticas lideram o ranking de cidades mais favelizadas no estado do Rio. Mangaratiba, Teresópolis, Arraial do Cabo e Cabo Frio fecham a lista dos municípios fluminenses entre os 30 com maior proporção de residências em favelas no País, segundo informações sobre aglomerados subnormais do Censo 2010 do IBGE.

Diferente do que ocorre na maioria do Brasil, entretanto, elas não estão na região metropolitana da capital, evidenciando o fenômeno recente do processo de favelização longe das grandes concentrações urbanas. Em todo caso, o problema é enfrentado por quase metade dos municípios do estado – 42 dos 92.

Com essas cinco cidades, as três principais regiões turísticas do estado estão representadas. Com 60.009 de seus 169.247 habitantes em favelas (35,5%), Angra dos Reis, no litoral sul do estado é a que tem maior concentração per capita. Mangaratiba, na mesma região, vem com 24,1% (8.756 pessoas). Na Serra,Teresópolis surge com 41.809 dos 163.404 moradores (25,6% do total).

Duas cidades do litoral norte do estado, na região dos Lagos, também aparecem na lista nacional das 30 mais favelizadas. Arraial do Cabo tem 6.645 de seus 27.652 moradores vivendo em aglomerados subnormais (24%). E a vizinha Cabo Frio, que tem 22,6% (41.914 de 185.684 habitantes).

O ranking é de número de residências mas, na proporção de população, outra cidade importante surge colada às demais: é a capital, que tem 22,15% de seus habitantes em favelas. São 10 pontos percentuais acima da média do estado, que é de 12,69%. A capital também responde por 82,1% das residências em favela em toda a região metropolitana.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 Nota | 18:30

Favelas cariocas cresceram seis vezes mais que resto da cidade nos últimos 20 anos

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Nos últimos 60 anos, o número de moradores em favelas registrado pelo IBGE no Rio de Janeiro cresceu 723%. Um ritmo três vezes superior ao da cidade como um todo, que aumentou 175% nas seis décadas. Nesse período, a quantidade de habitantes vivendo no resto da capital subiu 123,13%. Ou seja, percentualmente, a população nas favelas cresceu cinco vezes mais do que a do resto da cidade. O Rio é a cidade com o maior número de pessoas vivendo nesses tipos de moradias em todo o País.

Da penúltimo contagem do Censo para a atual a discrepância foi ainda maior. Comparando os dados de 1991 e de 2010, as favelas cresceram 58% no período. Seis vezes mais do que o resto da cidade, que aumentou 7,29%. Mas é preciso fazer algumas observações.

Em 1953, o IBGE lançou “As favelas do Distrito Federal e o Censo Demográfico de 1950”. Na época, quando o Rio era a capital do País, foi apurado que 7,2% dos habitantes moravam em favelas (169.305 pessoas). Hoje, os dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Censo 2010 revelam que a cidade está com 1.393.314 pessoas vivendo nas favelas. Ou cerca de 22,15% da população.

Há 60 anos, o instituto usava o termo favela, posteriormente abandonado. Em seu lugar, para o Censo de 1991, foi criado o conceito de “aglomerado subnormal”, uma tentativa de englobar as diversas manifestações de assentamentos irregulares existentes no país (favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos, palafitas, entre outros).

Essa mudança impossibilita a criação de uma série histórica sobre o assunto. O próprio IBGE vê com ressalvas a comparação entre diferentes censos.

Inovações na pesquisa

A principal argumentação é que para o de 2010 foram adotadas uma série de inovações metodológicas e operacionais que refinaram a identificação e a atualização dos tais aglomerados. Pela primeira vez foram usadas imagens de satélite de alta resolução, por exemplo. Também foi feita uma pesquisa sobre as características morfológicas das áreas (Levantamento de Informações Territoriais – LIT).

Por isso, o IBGE salienta que, no geral, “os resultados não são diretamente comparáveis com os obtidos por censos anteriores.”

Nos últimos censos, no que diz respeito aos aglomerados subnormais, as informações sobre certas localidades foram mais precisas do que sobre outras. Os dados referentes ao Rio, entretanto, tinham uma qualidade melhor, de acordo com especialistas do IBGE.

Brancos eram maioria e analfabetos também

Em todo caso, ressalvado a melhoria na coleta de dado, não há erro em dizer que, em 1950 o IBGE registrou 169.305 moradores em favela no então Distrito Federal, e contabilizou 1.393.314 vivendo nos aglomerados subnormais em 2010.

Para além da mudança de termo empregado, é bom ressalvar que morar em uma favela carioca em 2010 é diferente de viver em uma há 60 anos. Em sua quase totalidade, hoje, as moradias são construções em alvenaria, a maioria com sistema de esgoto, luz e água.

Na época, a Rocinha já existia, mas estava longe de ser a maior do País e mesmo da cidade. Contava com 4.513 habitantes – tinha um quase imperceptível predomínio feminino (2.267 a 2.246). A maior da capital federal era a do Jacarezinho, com 18.424 pessoas – o quádruplo de habitantes.

Diferente do que ocorre hoje,  a maioria dos moradores não sabia ler ou escrever (61,91%). Da população, 28,96% eram brancos; 35,07% eram pretos e 35,88% eram pardos. Ou seja, proporcionalmente diminuiu o número de pretos e aumentou muito o de brancos, pelo registro do IBGE.

Solteiros eram 47,51%. Casados menos da metade disso: 22,92%. E surpreendentemente, 23,40% das pessoas que moravam em favelas não tinham qualquer registro civil.

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Nota | 10:00

Rio é cidade com maior número de moradores de favela no País

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Se todos os moradores de favela no Rio de Janeiro formassem uma cidade a parte, ela seria a 12ª maior do País em população. Com seus 1.393.314 habitantes, ficaria entre Belém e Goiânia, segundo dados do Censo 2010 divulgados nesta quarta-feira (21).

De cada 100 mil pessoas que vivem na capital fluminense, 22.160 estão nas favelas – ou nos aglomerados subnormais, que é a terminologia específica utilizada pelo IBGE para definir uma série de agrupamentos de habitações precárias. Na definição do IBGE “é um conjunto constituído por no mínimo 51 unidades habitacionais (barracos, casas… ), ocupando ou tendo ocupado até período recente, terreno de propriedade alheia (pública ou particular) dispostas, em geral, de forma desordenada e densa; e carentes, em sua maioria de serviços públicos e essenciais”.

Com suas 763 favelas, o Rio é a cidade com maior número de pessoas morando nos tais aglomerados subnormais em todo o Brasil. Em números absolutos não tem para ninguém – é a campeã. Proporcionalmente, contudo,  há outras à sua frente. Caso de Marituba, no Pará, onde 77,2% da população vive em favelas e similares. Entre as 27 capitais, Belém também se destaca, com quase metade da população nessa situação (54,48%). O Rio também fica atrás de Salvador (33,07%), São Luis (23%) e Recife (22,85%) sob esse ângulo.

Segundo o censo 2010, na cidade carioca existem 426.965 domicílios em favelas (19,89% de todas as residências).

74% dos moradores vivem com até um salário mínimo

E que retrato o IBGE faz desse universo? Da divulgação feita hoje só constam os primeiros dados. Uma visão mais aprofundada vai ficar para uma segunda etapa, em meados do próximo ano.

Por enquanto dá para saber, por exemplo, que de cada 10.000 trabalhadores que moram nas favelas cariocas, 7.400 ganham até um salário mínimo e 35 recebem mais do que cinco salários mínimos. Os números do Rio mostram que 93,84% dos moradores de favelas com mais de 10 anos são alfabetizados. Pardos são quase a metade da população, com 690.366 pessoas. E há praticamente o dobro de brancos (461.284) em relação aos pretos (227.148) vivendo nas comunidades.

Como ocorre nacionalmente, no Rio também há mais mulheres morando em favelas do que homens. São 713.782 e 679.532, respectivamente. E 32,03% dos habitantes são menores de idade. E 45,45% têm menos de 25 anos.

O censo 2010 dirimiu uma questão recorrente: qual a maior favela do Brasil. É a Rocinha, em São Conrado, com 69.161 moradores. Sozinha, a Rocinha tem mais habitantes do que a população que vive em favelas em outros 40 municípios do estado, além da capital. Apenas Niterói, com 79.623 pessoas nos aglomerados subnormais, tem um número maior.

No ranking nacional, Rio das Pedras, na zona oeste carioca, está em terceiro, com 54.793. Contudo, se considerarmos que ela forma um complexo com a comunidade de A.M. e Amigos de Rio das Pedras, com 8.689 moradores, esse número pularia para 63.482 habitantes, ultrapassando a Rocinha.

Outra revelação é que a média de moradores por domicílio nas favelas cariocas é de 3,3 pessoas por habitação. Não é muito distante do percentual do resto da cidade, que é de 3 pessoas por residência.

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011 Nota | 12:29

‘O x da questão’, o depoimento autoajuda de Eike Batista

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Eike Batista livro

Capa de 'O x da questão' de Eike Batista

Da venda de seguros de porta em porta na Alemanha e dos garimpos na Amazônia até a construção da oitava maior fortuna do mundo, o empresário Eike Batista conta sua trajetória de sucesso em “O x da questão – a trajetória do maior empreendedor do Brasil”, pelo selo Primeira Pessoa da editora Sextante.

É um livro de depoimento escrito pelo jornalista Roberto D’Ávila, seu assessor especial, a partir de depoimentos de Eike. Como em todos os empreendimentos do empresário, o livro também traz um “x”, simbolizando a multiplicação de riqueza. Mas ele promete contar os fracassos cometidos também.

Com lançamento previsto para a próxima semana (segunda-feira, dia 5, no Rio de Janeiro),  o livro tem como alvo pequenos e médios empreendedores.”É um mix da trajetória empresarial dele com pitadas de autoajuda”, explica o jornalista Helio Sussekind, responsável pelo selo.

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