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Arquivo de maio, 2012

terça-feira, 22 de maio de 2012 Nota | 16:27

Venda do QG da PM para a Petrobras apaga um pedaço da história

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Por R$ 336 milhões um pedaço da história do Brasil vai ser posto a baixo. O governo do Rio anunciou a venda do quartel-general da Polícia Militar do Rio na rua Evaristo da Veiga, no centro da cidade, para a Petrobras, que pretende erigir no local um prédio para alocar parte de seus funcionários, espalhados por 13 locais diferentes. A Empresa de Obras Públicas ficará encarregada de demolir os edifícios.

O terreno tem 13.500 metros quadrados e fica próximo da sede da Petrobras, na avenida Chile. Do pátio da PM é possível ver o edifício da companhia petrolífera.

Embora não seja tombado pelo patrimônio, o local tem valor histórico nacional. A Polícia Militar do Rio foi a primeira do País e sua origem remonta a 1809, quando foi criada por D.João VI a Divisão Militar da Guarda Real da Polícia da Corte. O prédio do QG sediou o Corpo de Guardas Permanentes, que era comandado por Duque de Caxias, no período de 1832 a 1839. Foi o primeiro comando militar do futuro patrono do Exército. Em 10 de julho de 1865, partiram do quartel dos Barbonos da Corte (como eram então conhecidos) 510 oficiais e praças para lutar na guerra do Paraguai. Eles foram nomeados como 31º Corpo de Voluntários da Pátria.

Há projetos tramitando na Assembleia Legislativa e na Câmara de Vereadores propondo o tombamento do imóvel.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012 Reportagem | 18:16

Casa Daros: Bilionária suíça banca museu no Rio

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No Brasil, os bilionários ou multimilionários que gastam uma parte de suas fortunas com obras de arte costumam guardá-las para si mesmos, nas paredes de suas casas, nos jardins de suas mansões, longe do olhar do público e, não raro, do fisco. Há exceções, como o empresário da mineração Bernardo Paz, que fundou Inhotim, uma junção fabulosa de instituto de arte contemporânea e jardim botânico em Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte.

Por isso, é surpreendente que um museu de nível internacional vá abrir ainda este ano no Rio custeado pela fortuna de uma única pessoa. Mais surpreendente ainda é que a dona da fortuna é estrangeira: a suíça Ruth Schmidheiny. Ela financia do próprio bolso a abertura da Casa Daros, um espaço em Botafogo, na zona sul carioca, para exposição da maior coleção europeia de arte latino-americana contemporânea.

Rio tem a maior concentração de investimentos no mundo

O pátio interno da Casa Daros sob reforma (foto: Fabio Caffé/divulgação)

O pátio interno da Casa Daros sob reforma (foto: Fabio Caffé/divulgação)

A origem dos Schmidheiny

Ruth é ex-mulher de Stephan Schmidheiny, pertencente a mais tradicional dinastia industrial suíça e uma das famílias mais ricas do mundo. Seu ex-marido e seu ex-cunhado estão na lista da Forbes de maiores fortunas do mundo. Quando o pai morreu, dividiu o espólio em dois. Thomas ficou com o setor de cimento (a segunda maior empresa do setor no mundo). E Stephan ficou com a Eternit, a gigante do cimento amianto (uma substância cancerígena), o que fez com que ele se tornasse uma figura bastante controversa. Em fevereiro foi condenado a 16 anos de prisão por um tribunal italiano em um julgamento sobre contaminação por amianto – ele anunciou que vai recorrer.

Maior museu de arte naïf no mundo reabre no Rio

Publicamente , Stephan condenou o uso do amianto bem antes que a substância fosse proibida e começou a substituir seu uso. Ele se aposentou em 2003 para se dedicar à filantropia e ao ambientalismo. Gastou mais de US$ 1 bilhão em projetos, a maioria na América Latina. A Forbes se referiu a ele como o Bill Gates da Suíça. Sua preocupação com o reflorestamento data dos anos 80 e ele foi um dos principais conselheiros de Maurice Strong, o secretário-geral da Rio92, durante a preparação e a realização da conferência da ONU no Brasil.

A Casa Daros é um projeto de sua ex-mulher, Ruth. Embora não sejam mais casados, continuam compartilhando certa aversão a entrevistas e conversas com a imprensa. O museu vai servir de local de exposição da coleção Daros Latinamerica que ela mantém em Zurich, na Suíça, com acervo composto de meios e formatos diversos – de pinturas e esculturas a fotografias, instalações e vídeos.

O museu no Rio deve receber entre duas e três grandes mostras por ano. A de abertura já está escolhida. Será “Cantos Cuentos Colombianos”, com 11 artistas da Colômbia, entre eles Doris Salcedo, Oscar Muñoz e José Alejandro Restrepo.

Prédio era orfanato para meninas

Fachada da entrada principal da Casa Daros (foto: Jacqueline Felix/Divulgação)

Fachada da entrada principal da Casa Daros. No alto a imagem da Santa que virou modelo para Vik Muniz (foto: Jacqueline Felix-Imagens do Povo/Divulgação)

A Casa Daros deve ser inaugurada no segundo semestre deste ano. A data depende da conclusão da minuciosa reforma por que passa o imenso casarão neoclássico projetado pelo arquiteto Joaquim Bethencourt da Silva e erguido em 1866 na Rua General Severiano.

A construção é da época em que a região não era tão densamente povoada e podia abrigar uma chácara. Desde 1819 o local pertencia à Santa Casa de Misericórdia e nas últimas décadas foi ocupada por uma escola conhecida no Rio (o Anglo-Brasileiro). Mas, em sua origem, foi criado com outra função. Era o Recolhimento Santa Teresa, um orfanato para meninas pobres que teve entre os beneméritos D.Pedro II e a imperatriz Tereza Cristina. Posteriormente virou um educandário, também ligado à Santa Casa.

Curiosamente, a imagem que adorna o alto da fachada de entrada do casarão não é de Santa Teresa, como pareceria natural. É de Nossa Senhora das Graças, uma das invocações da Virgem Maria. Ela acabou virando inspiração e modelo para uma encomenda a Vik Muniz dentro da série “Pictures of Junk”. Foi recriada em dimensões maiores a partir do entulho da própria reforma do casarão.

Obra Nossa Senhora das Graças, feita por Vik Muniz (foto divulgação)

Obra Nossa Senhora das Graças, feita por Vik Muniz com entulho da reforma (foto divulgação)

A obra se incorpora ao acervo de mais de 1.100 peças de 114 artistas latino-americanos contemporâneos. Dezessete artistas brasileiros estão presentes na coleção da Daros. Entre eles, alguns bastante conhecidos, mas de estilos e trajetórias bastante diferentes, como Antonio Dias, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Ernesto Neto, Iole de Freitas, Mario Cravo Neto, Nelson Leirner. Entre os estrangeiros constam a escultora colombiana Doris Salcedo e o pintor uruguaio Joaquín Torres Garcia.

Dobradiças refeitas

Detalhe do ferrolho restaurado em uma das portas (foto: Fabio Caffé/Divulgação)

Detalhe do ferrolho restaurado em uma das portas (foto: Fabio Caffé/Divulgação)

A equipe da Casa Daros tem uma ambição, que o espaço sirva para difusão e reflexão acerca da arte latino-americana. E, para tanto, pretende funcionar baseada em um tripé: arte, educação e comunicação.

Além de exposições, ela irá oferecer atividades integradas de arte-educação, como oficinas, seminários, cursos. E também terá o esquema de “artistas visitantes”, em que convidados passarão pequenas temporadas associados à Casa, trabalhando e difundindo sua arte, possibilitando o funcionamento de um espaço de convivência com práticas artísticas.

Para chegar até isso foram necessários seis anos. O casarão foi comprado em 2006. As obras começaram no ano seguinte. A inauguração do museu chegou a ser anunciada, inicialmente, para 2008 e, posteriormente, para 2009. Mas as dificuldades e especificidades encontradas durante a obra atrasaram o projeto.

“Achávamos que seria uma reforma bem mais simples. Houve um cálculo equivocado que ela duraria um ano e meio, dois anos. Mas a manutenção era pavorosa e a necessidade de restauro foi maior. Entrava água quando chovia, por exemplo. E não imáginávamos que teríamos que trocar o telhado inteiro”, explicou ao iG Isabella Rosado Nunes, diretora-geral da Casa Daros.

Musa Paradisíaca, do colombiano José Alejandro Restrepo, deve estar na mostra de inauguração (foto: Divulgação)

Musa Paradisíaca, instalação do colombiano José Alejandro Restrepo, deve estar na mostra de inauguração (foto: Divulgação)

Como o imóvel era tombado, houve acompanhamento do Patrimônio Histórico. A preocupação era recuperar o prédio, sem descaracterizá-lo, adaptando o espaço para abrigar um museu do porte e com as necessidades da Casa Daros. Um exemplo é a instalação de elevadores de carga que possam carregar obras pesadas e de grande formato. Ao mesmo tempo, foi dispendido tempo e energia para recuperar a pintura marmorizada das paredes do saguão de entrada. O cuidado se estendeu às gigantescas palmeiras imperiais que ornam a frente do casarão.

Um passeio pelo prédio, acompanhando o trabalho dos operários, evidencia o cuidado com os detalhes na reforma. Para restaurar os janelões e portas imensas, foi preciso achar artesões que pudessem refazer as dobradiças e ferrolhos da forma mais próxima das originais. E olha que são 500 vãos de portas e janelas. O chão foi inteiramente rebaixado em meio metro para que pudesse ser utilizado. Sem falar em toda a parte elétrica e hidráulica, que foi refeita do zero.

Sorte do Rio, azar de Havana

O objetivo agora é concluir a restauração de dois terços dos 11 mil metros quadrados de área construída para a inauguração.

Se tudo correr sem novos imprevistos, a Casa Daros abrirá seus portões no final do ano. O prédio contará com uma biblioteca, um auditório para cem pessoas, um restaurante e uma cafeteria. O objetivo é levar ao museu não apenas o público habituado a esse tipo de espaço. Funcionará de quarta a domingo com uma previsão de 300 visitantes diários.

Por último, e não menos surpreendente, em um País onde o hábito do investimento em cultura pela iniciativa privada se dá em troca do abatimento do imposto a pagar e mediante publicidade para a própria empresa, até o momento nenhum centavo de dinheiro público custeou a Casa Daros. E só o casarão custou R$ 16 milhões. A ideia é tocar o museu sem recorrer a verbas governamentais, embora não esteja descartada a possibilidade de parcerias com outras instituições, inclusive públicas, no futuro.

A vinda da Casa Daros para o Rio também tem um componente de boa fortuna, na segunda acepção da palavra. Inicialmente, a ideia era tocar o projeto em Havana. Mas problemas burocráticos por lá acabaram inviabilizando a escolha e a opção recaiu sobre o Rio. Azar dos cubanos.

O pátio interno da Casa Daros iluminado (foto: Fábio Caffé/Divulgação)

O pátio interno da Casa Daros iluminado (foto: Fábio Caffé/Divulgação)

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terça-feira, 8 de maio de 2012 Entrevista, Reportagem | 18:07

Com 3ª epidemia de dengue em 11 anos, Rio deve se preparar para conviver com doença

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O tipo 4 da dengue chegou ao Rio de Janeiro com força este ano. Com 62.601 mil casos notificados até 5 de maio, a cidade enfrenta sua terceira epidemia em 11 anos (as de 2002 e 2008 foram de outros tipos). E, infelizmente, não há nenhuma perspectiva de solução para evitar a repetição do problema nos próximos anos.

Mosquito da dengue

Mosquito da dengue, agora na versão tipo 4 (foto: reprodução)

“Não vai dar para erradicar a doença a curto, médio ou longo prazo”, avisa Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, do Ministério da Saúde. “Só poderíamos evitar que as pessoas adoecessem com uma vacina, mas ela não existe ainda”.

Giovanini explica por que, quando se trata da dengue, o Rio de Janeiro está no topo das preocupações do ministério. “O Rio de Janeiro é a maior cidade tropical do País. Tem as condições climáticas e ambientais que favorecem a proliferação do mosquito. É quente, úmida e é um aglomerado urbano com alta densidade populacional”, afirma. Não foi à toa que as grandes epidemias com os tipos anteriores começaram pela cidade. Foram três epidemias em 11 anos na cidade. E cinco nos últimos 26 anos. Em 1986 e 1992 os cariocas também enfrentaram o problema.

Tire suas dúvidas sobre a dengue
Tire suas dúvidas sobre outras doenças

O coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue explica que muito da dinâmica da doença tem a ver com a infraestrutura urbana da cidade. E a fatores culturais e sócio-econômicos que favorecem a proliferação do mosquito. “É um mosquito que se prolifera preferencialmente em criadouros artificiais, como caixas d’água. Se não tivéssemos caixas d’água, como em países da Europa, onde elas são proibidas, esse fator deixaria de existir”, exemplifica.  E a falta de destino adequado para os dejetos, bem como para o lixo produzido pela cidade, também contribui para formação de criadouros potenciais.

Auge foi em março

Mas existem duas boas notícias. A primeira é que a incidência da doença está em queda. Embora a secretaria de Saúde tenha decretado a epidemia no final de abril, tecnicamente a situação foi pior em março, quando passou dos 300 casos por 100 mil habitantes por mês (foram 397,6/100 mil em março e 310,5/100 mil em abril). O auge foi registrado nas duas últimas semanas de março, com mais de 6 mil contaminações em cada uma. A segunda é que, comparativamente, a letalidade está baixa. Foram 15 mortos até agora (contra 62 e 147 óbitos nas epidemias anteriores).

Giovanini salienta que a magnitude dessa epidemia é diferente das anteriores. “Houve um aumento de casos em comparação a 2011, mas a situação epidêmica é mais tranquila”, afirma. Com base na análise de mais de 800 epidemias nos últimos 10 anos, ele acredita que o auge da doença já passou e que o número de casos tende a baixar muito. “Em geral leva 14 a 14 semanas e meia para atingir o pico. E nós passamos da 18ª”, explica. “Ainda mais com a temperatura caindo. O mosquito gosta de calor”.

A doença também é um fenômeno que não se manifesta de forma uniforme. Há regiões da cidade em que o problema é mais grave do que em outras. Notadamente Bangu e Realengo, na zona oeste, onde a incidência chegou a 1 em cada 100 moradores. A situação também é ruim em Madureira.

Redução da mortalidade

A baixa letalidade da doença é algo a ser comemorado. No caso do Rio ela se deve a alguns fatores. Primeiro é que o tipo 4 se mostrou menos agressivo do que outros, como o 2 – que está associado a número maior de casos graves e óbitos.

E segundo é que foi criada uma rede de atendimento especializado para tratar das vítimas e não congestionar a rede hospitalar. Afinal, a doença é de tratamento simples. “O Rio se preparou para isso. Foram montados 28 pólos de hidratação”, explica Giovanini.

A questão da redução da mortalidade é o principal foco das autoridades no momento. Do início do ano até agora foram 15 mortes por causa da dengue, no Rio. No mesmo período do ano passado o número de óbitos atingiu 39.

“Hoje é mais fácil prevenir a letalidade. As ferramentas de que dispomos não dão conta de impedir o surgimento da doença”, admite Giovanini, revelando que as autoridades, embora preocupadas com as epidemias, têm se esforçado mais para evitar os óbitos.

É uma questão simples de custo e benefício. Já que não dá para impedir a doença, é possível evitar a morte do doente. Não existem tecnologias ou drogas específicas para o tratamento. No entanto, para tratar a doença são necessários cuidados simples: hidratação (principalmente água e soro caseiro) e descanso (e evitar ingestão de aspirina). Além de uma capacidade de organização do poder público para garantir aos cidadãos o acesso a isso.

Já para diminuir a infestação é mais complicado. É preciso a mobilização das pessoas, combatendo focos de mosquitos nas próprias residências (o principal local de contaminação).

Como não erradicam o mosquito como no século passado?

Muita gente não entende como as autoridades públicas não conseguem resolver esse problema eliminando o mosquito, como fez o sanitarista Oswaldo Cruz no início do século passado. Mas quando ele erradicou a febre amarela da então capital federal a situação era outra. Foram usados até homens armados para forçar os cidadãos a abrir as casas para remover os criadouros dos mosquitos e para tomar a vacina.

Hoje seria impossível usar tal método. Além disso, existem duas outras diferenças significativas. Ainda não há vacina para a doença (há uma em teste e que pode ser homologada em dois anos, mas com cerca de 70% a 80% de eficiência). E no passado foi usado DDT – hoje aposentado por ser cancerígeno.

O que levanta outra polêmica. Mesmo o uso de inseticidas é visto com muita reserva por especialistas, pois os mosquitos acabam adquirindo resistência a eles. “É um problema sério. Principalmente o de uso residencial. Existem quatro opções para combater as larvas, mas para mosquitos adultos só existem dois tipos”, afirma Giovanini.

Sazonal e urbana

As epidemias como a atual são favorecidas por dois fatores: introdução de novos sorotipos em áreas onde eles não existiam; e a mudança de virus predominante. É o que ocorre no Rio. A epidemia atual é do vírus tipo 4 (84,7% dos casos). O curioso é que ele ficou 28 anos sem circular no País. O primeiro caso recente foi registrado em julho de 2010 em Roraima.

As referências sobre casos de dengue datam do século 19. No início do século passado, existem relatos sobre o aparecimento da doença em São Paulo, em 1916, e Niterói, em 1923. Mas a primeira epidemia documentada clinica e laboratorialmente ocorreu em Boa Vista, em 1981/1982.

Em 1986, houve a primeira grande epidemia nacional, atingindo o Rio de Janeiro e algumas capitais do Nordeste.

É importante ressaltar que a dengue é uma doença sazonal e urbana. Cerca de 70% dos casos ocorrem entre janeiro e maio. E grandes concentrações favorecem a epidemia.Em 1995, 1.753 municípios estavam infestados por Aedes aegypti, o mosquito transmissor. Em 2010 já eram 4.007 municípios. Este ano o Ministério da Saúde repassou verbas para 1.159 municípios enfrentarem o problema.

O Rio não é nem o município brasileiro em pior situação em 2012. Rio Branco (Acre), Araguaína e Palmas (Tocantins) vivenciaram uma incidência maior de casos por 100 mil habitantes. Nacionalmente, entretanto, o Ministério da Saúde informa que a situação apresenta uma melhora em relação ao ano passado. Até 18 de abril houve reduções de 51% nos casos notificados; de 90% nos casos graves confirmados; e de 82% no de óbitos.

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