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Arquivo de março, 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012 Entrevista, Reportagem | 16:07

Rio+20: Cúpula de regiões discutirá criação de pactos em oito temas

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Para marcar os 20 anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), realizada no Rio de Janeiro em 1992, a capital carioca irá sediar entre 20 e 22 de junho deste ano a Rio+20, a conferência da ONU que vai discutir a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

Logotipo da Rio+20

Logotipo da Rio+20

Mas outros eventos paralelos irão ocorrer. A secretaria estadual de Meio Ambiente está focando seu trabalho na Cúpula Mundial de Regiões (World Summit of Regions), que será realizada no Rio no dia 19 de junho, às vésperas da Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável.

A ideia dessa cúpula é criar uma coalizão global com regiões subnacionais (estados, províncias, departamentos) que se comprometam com algumas metas relacionadas aos temas da Rio+20.

“Os estados regionais e províncias têm mais flexibilidade do que as nações para tomar decisões e implantar medidas. Qualquer acordo no âmbito das Nações Unidas é extremamente complexo”, avalia em entrevista ao iG Suzana Kahn, subsecretaria estadual de Economia Verde do Rio de Janeiro e que está coordenando os trabalhos relativos a Rio+20 no estado.

A história pouco conhecida do herói nacional da preservação

Ela admite que a dificuldade de adoção de metas “verdes” globalmente, pelos países, tem frustrado muita gente. Daí a necessidade de se incluir outras instâncias do executivo em que ações possam ser mais facilmente tomadas. O que não significa abandonar as discussões e tentativas de entendimento entre as nações. É simplesmente procurar atuar em um outro nível do executivo, menos rígido.

“Assim a gente começa um movimento de baixo para cima. E isso pode ajudar as nações a usar essas ações posteriormente”, afirma Suzana, que ocupa a vice-presidência do grupo mundial de cientistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2007.

Energia suja e economia verde

Cada vez mais dependente financeiramente de uma energia “suja”, como petróleo e derivados, o Rio de Janeiro é o primeiro estado do País a criar uma subsecretaria de economia verde e também está coorganizando a Cúpula Mundial das Regiões.

A coalizão é iniciativa da nrg4SD (sigla em inglês para Rede de Governos Regionais para o Desenvolvimento Sustentável) e já conta com mais de 60 representantes, que ainda vão se debruçar sobre o documento final. Alguns do participante, além do estado do Rio de Janeiro, são São Paulo; Quebec (Canadá); Aragão, País Basco, Catalunha, Ilhas Canárias, Cantábria (Espanha); Bavária e Baden-Wuerttemberg (Alemanha); Xangai (China); Maryland e Califórnia (EUA); Bretanha, Aquitânia, Île de France, Rhone-Alpes (França); Buenos Aires, Chaco, Santa Fé (Argentina), País de Gales (Reino Unido) e Burkina do Norte (Burkina Fasso).

Outras regiões subnacionais foram recentemente convidadas para aderir a essa coalizão. O nrg4SD – que vai participar também da reunião preparatória para a Rio+20, entre os dias 13 e 15 de junho.

Oito temas estão sendo discutidos entre os membros da coalizão para serem incluídos em um programa conjunto: redução de emissão de gases de efeito estufa; aumento de eficiência energética; acesso universal à educação básica; melhoria da qualidade da água; quotas de transporte limpo e eficiente; criação de novos postos de trabalho “verdes”; redução na geração de resíduos por unidade de PIB; composição de energia renovável na matriz energética.

Serão discutidas metas, a criação de novos indicadores e formas de monitoramento. Mas não há nada completamente fechado ainda. “Vai ter algo de energia renovável, por exemplo. O que estamos discutindo agora é qual o percentual, qual o ano base”, explica ela, que é subsecretaria.

Muitas vezes não são discussões simples. Além das metas é preciso criar mecanismo eficientes de monitoramento para aferir o cumprimento do que foi estabelecido. “Ter metodologias para avaliar o que há de verde no desenvolvimento econômico  não é algo trivial”, reconhece Suzana.

Os estados, as regiões, as províncias e os departamentos participantes se engajariam em algumas das metas dentro da necessidade ou possibilidade de cada um, não necessariamente em todas.

“Saneamento é uma das metas. Quebec não tem problema algum com saneamento. Ela optaria por alguma outra na listagem que vai ser discutida. Serão várias, de habitação, energia renovável, eficiência energética… Já em Burkina do Norte a falta de saneamento é um problema”, explica Suzana.

Uma das propostas feita pelo Estado de São Paulo é aumentar a quota de energia renovável (hídrica, biomassa, solar, vento, mar, geotérmica, marinha) tendo como base o ano de 2008 em 17% do total até 2030 e 27% do total até 2050.

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sexta-feira, 16 de março de 2012 Entrevista | 17:58

Custo das Olimpíadas só será sabido após evento, avisa presidente da Empresa Olímpica Municipal

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Os últimos dias foram importantes para o projeto das Olimpíadas de 2016 no Rio. Foram definidos alguns pontos, como a responsabilidade pela construção do Parque Olímpico, que ficará a cargo de um consórcio formado por Odebrecht, Carvalho Hosken e Andrade Gutierrez. Foram estabelecidas diretrizes para a construção e aproveitamento das edificações pelo mercado imobiliário do Porto Olímpico, que é a maior parceria público-privada do País. Foi anunciado que o escritório norte-americano Hanse Golf Course Design ganhou o concurso para construir o campo de golfe. E o Parque dos Atletas – que será o local de descanso e entretenimento dos esportistas durante os jogos – foi aberto ao público.

Mas uma questão central ainda está longe de ser definida. Afinal, quanto vai custar fazer as Olimpíadas no Brasil?

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Presidente da Empresa Olímpica Municipal (a quem cabe coordenar o projeto Rio 2016 no âmbito carioca), Maria Silvia Bastos Marques (ex-presidente da CSN e da Icatu Seguros), avisa que só será possível saber o valor gasto das Olimpíadas após o término do evento.

Maria Silvia Bastos Marques (à dir. na foto) "dá uma tacada" em visita de representantes do COI ao Rio

Maria Silvia (à dir) 'dá uma tacada' em visita de representantes do COI ao Rio. (Divulgação/J. P. Engelbrecht)

Maria Silvia compara a realização das Olimpíadas a uma grande obra em casa, só que em uma dimensão muito maior. Ela lembra que quem já enfrentou uma reforma sabe que é difícil respeitar prazos e orçamentos para quebrar um banheiro ou uma cozinha.

“Quando se fez o dossiê de candidatura, se fez uma estimativa de valor, mas não havia projeto. Você só tem orçamento quando se faz um projeto básico, com detalhamento. Só se tem um orçamento final quando a obra acaba. Mesmo durante o projeto executivo, que te dá uma medida muito próxima, acontecem imprevistos, uma greve de trabalhadores, atrasos, um equipamento quebra, um material não chega…”, enumerou para a coluna.

Para complicar, no caso das Olimpíadas os projetos estão sendo desenvolvidos em ritmos diferentes. E há várias esferas de poder envolvidas, já que não é um orçamento do município. Envolve cidade, Estado, governo federal e comitê organizador.

“Há projetos em fase de maturidade avançada, com a Transcarioca e a Transoeste, e outros que sequer foram licitados, como a Transbrasil e a Transolímpica. Se eu somo um com outro, eu somo coisas completamente diferentes”, explica ela citando obras de transporte na cidade. “A Transoeste vai ficar pronta este ano, o valor está próximo do custo final. A TransOlímpica está em licitação. E a TransBrasil sequer foi licitada. Os valores são estimativos. É claro que se a estimativa inicial é de R$ 100 milhões não deve virar R$ 500 milhões. Mas pode virar R$ 80 milhões, R$ 130 milhões ou R$ 150 milhões”.

A proposta vencedora para a construção do Parque Olímpico, por exemplo, foi de R$ 1,375 bilhão – pouco abaixo da previsão de R$ 1,4 bilhão.

Com a experiência de quem já comandou a secretaria de Fazenda do município e foi diretora do BNDES, Maria Silvia acha insensato cobrar que um orçamento para uma obra tão grande não tenha ajuste. Mas, o importante, é saber comunicar essa questão do orçamento com transparência para evitar a percepção de que houve aumento de gasto e falta de controle das verbas.

“Londres aumentou mais de três vezes o orçamento das Olimpíadas. E é tido como um case de cumprimento de orçamento. Por quê? Por que foi bem comunicado. É preciso explicar. Eu não quero que o dinheiro do meu imposto seja usado para pagar uma coisa que não deveria custar aquilo”, diz ela que promete, em breve, ter um site da Empresa Olímpica que mostre a evolução dos gastos com os Jogos.

“Mas não é uma tarefa fácil comunicar o orçamento de uma coisa tão complexa quanto a realização dos Jogos”, admite, já sabendo qual será uma de suas tarefas mais difíceis.

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terça-feira, 13 de março de 2012 Nota | 18:54

Granada é encontrada – e detonada – na praia do Leblon

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Policiais civis do esquadrão antibombas da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) detonaram no início da noite desta terça-feira (13) uma granada achada na praia do Leblon, na zona sul do Rio. Segundo policiais, a granada foi encontrada no final da tarde por duas crianças que começaram a brincar com ela. Uma senhora viu e avisou os bombeiros no posto salva-vidas. Eles isolaram a área e acionaram a polícia.

Policiais da Core se preparam para detonar a granada

Policiais da Core se preparam para detonar a granada

Veja o vídeo: Encontrada na praia, granada é detonada no Leblon

A granada era de efeito moral (de gás de pimenta, usada para controlar distúrbios e dispersar multidões) e estava na areia, na altura da rua Afrânio de Mello Franco (onde ficam a 14ªDP,  a Delegacia de Atendimento ao Turista e o Shopping Leblon). Uma escolinha de vôlei para crianças fica a poucas dezenas de metros de onde foi encontrado o artefato.

Para efetuar a detonação, foi interditado um trecho da praia de cerca de 200 metros, junto ao mar. Os peritos fizeram um buraco na areia e com ajuda de um braço mecânico a granada foi levada para lá e detonada. Segundo o inspetor Ivaldo, da Core, a granada era de baixo poder explosivo mas, caso detonasse enquanto fosse manuseada, poderia levar a ferimentos como a perda dos dedos ou da mão.

Policiais acreditam que ela pode ter sido trazida pelo mar.

Policial exibe a granada detonada

Policial exibe a granada detonada

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quinta-feira, 1 de março de 2012 Nota | 10:01

Conheça dez curiosidades sobre o aniversário da cidade do Rio

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Hoje é aniversário do Rio de Janeiro. São 447 velinhas no bolo. Para comemora a data, eis abaixo dez curiosidades ligadas à fundação da cidade.

1. A cidade foi fundada em 1º de março de 1565 pelo português Estácio de Sá, que se tornou o primeiro governador-geral da Capitania do Rio. Alguns anos mais tarde ele viraria nome de rua, de largo e até de escola de samba.

2. O local de fundação é um dos lugares mais bonitos e importantes – e menos visitados – da cidade: a praia entre os morros Cara de Cão e Pão de Açúcar, na Urca, imediatamente antes da entrada da Baía de Guanabara. Hoje é área militar, ocupada pelo Exército, que tem lá o Forte São João, onde também fica a Escola Superior de Guerra.

Vista aérea do Rio, com o o trecho entre os morros Cara de Cão e Pão de Acúcar à direita

Vista aérea do Rio, com o o trecho entre os morros Cara de Cão e Pão de Acúcar à direita

3. O nome de batismo da cidade é São Sebastião do Rio de Janeiro, uma homenagem a Dom Sebastião 1º, o rei menino português, que contava então 11 anos.

4. Por causa de controvérsias entre historiadores, o aniversário da cidade foi comemorado durante muito tempo no dia do padroeiro, São Sebastião, 20 de janeiro. Só em 1957 é que 1º de março foi oficializado.

5. Embora a cidade do Rio tenha sido fundada em 1565, já havia um povoamento no local. Só que francês. Capitaneados por Villegagnon, os franceses chegaram dez anos antes, na tentativa de fincar uma base aqui. A experiência colonial ficou conhecida como França Antártica.

6. Tanto portugueses quanto franceses tiveram como aliados tribos indígenas com hábitos antropofágicos (adeptos do canibalismo, em outras palavras). Os franceses lutaram com a ajuda dos Tupinambás. Os portugueses arregimentaram os Temiminós.

7. Estácio de Sá morreu em consequências de ferimento recebido em uma batalha na praia do Flamengo, em uma área ocupada hoje pelo Outeiro da Glória e pelos jardins do Palácio do Catete. Na época o lugar era conhecido como Uruçumirim. Estácio de Sá recebeu uma flechada no olho, no dia 20 de janeiro de 1567. Seu túmulo está na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca.

8. O padre José de Anchieta acompanhou a missão de Estácio de Sá para expulsar os franceses do Rio de Janeiro. Mais tarde, ele escreveria um poema épico glorificando os feitos de Mem de Sá, governador-geral do Brasil, que veio em socorro do sobrinho. Foi testemunha da chacina dos combatentes derrotados, “passados todos ao fio da espada”.

9. Um dos índios que ajudou os portugueses foi Araribóia, líder dos Temiminós. Pouco após a expulsão dos franceses, em 1573, ele foi para o outro lado da Baía, fundando São Lourenço dos Índios, hoje Niterói.

10. A rua mais antiga do Rio é considerada a antiga Rua Direita, no Centro, hoje chamada de 1º de Março. Mas o nome não tem nada a ver com a data de fundação. É uma homenagem ao fim da Guerra do Paraguai, que terminou justamente no aniversário da cidade, em 1870. Eram tempos em que as informações circulavam beeeeem mais lentamente. A notícia do fim da guerra só chegou aqui duas semanas depois, quando aportou na cidade um navio vindo do Uruguai.

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