Publicidade

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 Reportagem | 09:03

Governo do Estado infla número de moradores de comunidades pacificadas por UPPs

Compartilhe: Twitter

Pela reconquista de territórios antes ocupados por traficantes e milicianos, as Unidades de Polícia Pacificadora são o carro-chefe do governo Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro. Em três anos foram instaladas 19 delas em algumas das favelas com maior presença desse poder paralelo na capital do Estado. A propaganda oficial afirma que são 344 mil moradores de 72 “comunidades pacificadas” atendidas pelas UPPs. Contudo, basta consultar os dados do Censo 2010, do IBGE, órgão encarregado oficialmente da contagem populacional no País, para constatar que o número real de habitantes é inferior.

Primeira favela a receber uma UPP, a Santa Marta teve o número de moradores aumentado pela estimativa do governo

Primeira favela a receber uma UPP, a Santa Marta teve o número de moradores aumentado pela estimativa do governo

Nas 19 UPPs existem 71 favelas, de acordo com o IBGE. Nelas vivem 165.125 pessoas segundo os dados do Censo 2010 (veja a relação completa e o número de habitantes de cada uma no final do texto). Em toda a cidade são 763 favelas com 1.393.314 moradores. São os números mais recentes da maior e mais precisa contagem de população feita no Brasil.

Entenda como foi feito o cálculo usando os números do Censo

Isso significa que, de cada mil moradores de favelas na cidade do Rio, apenas 118 vivem em áreas pacificadas com UPPs. As próximas unidades já estão programadas. Serão Rocinha, provavelmente no próximo mês, e Complexo do Alemão, que segue ocupada por militares da Força de Ocupação das Forças Armadas.

Exemplos de erros

Os números de beneficiados divulgados pelo governo do Estado são errados. Algumas vezes para menos, é importante registrar. Na maioria, porém, o equívoco é para mais. Em certos casos os números do governo não têm qualquer conexão com a realidade. Principalmente os relativos às primeiras unidades instaladas.

É o caso da do Batan, que era dominada por milicianos na zona oeste e foi instalada em fevereiro de 2009 (mais de um ano antes de o Censo fazer sua pesquisa). Segundo a Secretaria de Segurança Pública, são 45 mil pessoas atendidas nas “comunidades pacificadas” na área. De acordo com o IBGE, entretanto, o número de moradores em favelas lá mal alcança a um décimo disso: 4.601 pessoas. Se formos acrescentar a população que mora na área da UPP, mas não vive em favelas, chegaremos a pouco mais de 16 mil.

Na de Babilônia/Chapéu Mangueira, no Leme, na zona sul da cidade, o governo afirma que são 10 mil beneficiados nas duas “comunidades pacificadas”. Pelo Censo, no entanto, a primeira tem 2.451 moradores; a segunda tem 1.289, somando 3.740. Outras 135 pessoas que não moram nas favelas estão na área da UPP.

No caso da Santa Marta, em Botafogo, vizinha do Palácio da Cidade, sede da Prefeitura, outro erro digno de nota. O governo diz que a comunidade tem 10 mil moradores. O Censo 2010 registrou 3.913 habitantes. Com a população “do asfalto”, no trecho contíguo à favela e na área da UPP, o número de pessoas pularia para cerca de 5 mil.

Policiamento especial

Para além do efeito de propaganda, o aumento da população atendida pelas UPPs cria um problema logístico, já que o número de habitantes é um dos principais fatores para se definir o contingente de policiais que ficará no local.

Essas áreas contam com um policiamento especial, feito em sua maioria por soldados recém-formados. Atualmente, o efetivo total das UPPs é de 3.992 homens. O que dá uma média de um PM para cada 41 habitantes das “comunidades pacificadas”, usando os dados do Censo 2010.

Se o programa fosse levado para todas as 763 favelas da cidade – e a proporção do efetivo fosse mantida em relação à população das comunidades – seriam necessários 33.688 policiais. Isso significaria praticamente multiplicar por dez o número atual, com o acréscimo de 29.696 homens.

Ex-coordenador de UPPs explica que número de moradores é apenas um fator para definir efetivo

O que é uma favela?

É importante explicar que o IBGE não usa a palavra favela, termo criado no Rio e que não se aplica a moradias carentes em toda a federação. Como os termos mudam de uma área para outra, o IBGE adotou uma definição técnica: aglomerado subnormal.

“É um conjunto constituído por no mínimo 51 unidades habitacionais (barracos, casas… ), ocupando ou tendo ocupado até período recente, terreno de propriedade alheia (pública ou particular) dispostas, em geral, de forma desordenada e densa; e carentes, em sua maioria de serviços públicos e essenciais”.

Essa definição, no entanto deixa de fora conjuntos habitacionais, mesmo aqueles em que vivem famílias com perfil sócio-econômico semelhante aos de favelas.

Sendo assim, as favelas da Cidade de Deus constam da contagem de “aglomerados subnormais” do IBGE, mas o conjunto que deu origem á área ficou de fora. Mas isso não explica a discrepância entre os números do IBGE e da Secretaria de Segurança Pública, que diz que a UPP atende 65 mil pessoas na “comunidade pacificada” da Cidade de Deus.

O Censo aponta 5.705 moradores nas nove favelas da região. A soma de todos os habitantes da área, incluindo o conjunto habitacional, chegaria a 45 mil pessoas.

No Batan também há um conjunto de fora. “O Ipê é ocupado por famílias muito pobres que perderam tudo em deslizamentos em chuvas recentes. Pode não ser considerado favela, mas as pessoas ali estão entre as mais necessitadas da área da UPP. Fazer essa distinção técnica é difícil. A gente policia tudo”, explica o tenente Juliano, subcomandante da UPP do Batan. De qualquer forma, o “tudo” policiado soma 16 mil pessoas. Muito diferente dos 45 mil informados pelo governo.

TOTAL DE MORADORES DE FAVELAS ATENDIDOS POR UPPs

São 165.125 pessoas* em 71 favelas reconhecidas pelo Censo 2010

1. Santa Marta: 3.913 moradores (em uma favela)

2. Cidade de Deus: 5.705 moradores (em nove favelas)
– Santa Efigênia: 1.843
– Travessa Efraim: 930
– Sítio da Amizade: 836
– Rua Moisés: 587
– Moquiço: 436
– Conjunto Vila Nova Cruzada: 398
– Vila da Conquista: 278
– Pantanal 1: 206
– Pantanal: 191

3. Batan: 4.061 moradores (em quatro favelas)
– Batan: 3.254
– Rua Duarte Coelho de Albuquerque: 806
– Vila Jurema 1: 359
– Vila Nova: 182

4. Babilônia/Chapéu Mangueira: 3.740 moradores (em duas favelas)
– Babilônia: 2.451
– Chapéu Mangueira: 1.289

5. Pavão-Pavãozinho: 10.338 moradores (em duas favelas)
– Pavão-Pavãozinho: 5.567
– Cantagalo: 4.771

6. Cabritos: 4.336 moradores (em três favelas)
– Morro dos Cabritos: 2.602
– Ladeira dos Tabajaras: 1.359
– Mangueira: 375

7. Providência: 4.889 moradores (em quarto favelas)
– Morro da Providência: 4.094
– Moreira Pinto: 326
– Pedra Lisa: 260
– São Diogo: 209

8. Borel: 12.812 (em seis favelas)
– Borel: 7.548
– Morro da Casa Branca: 2.539
– Morro do Cruz: 1.355
– Indiana: 887
– Morro do Bananal: 307
– Buraco Quente: 176

9. Formiga: 4.312 moradores (em uma favela)

10. Andaraí: 9.704 moradores (em seis favelas)
– Parque João Paulo II: 2.616
– Nova Divinéia: 1.976
– Arrelia: 1.972
– Andaraí: 1.760
– Jamelão: 944
– Borda do Mato: 436

11. Salgueiro: 3.345 moradores (em duas favelas)
– Salgueiro: 3.149
– Coréia: 196

12. Turano: 12.058 moradores (em dez favelas)
– Morro da Liberdade: 3.259
– Morro do Bispo: 1.978
– Matinha: 1.717
– Morro do Chacrinha: 1.177
– Sumaré: 925
– Rodo: 901
– Santa Alexandrina/Parque Rebouças: 686
– Pantanal: 612
– Vila Santa Alexandrina: 530
– Paula Ramos: 273

13. Macacos: 19.082 moradores (em duas favelas)
– Parque Vila Isabel: 14.007
– Macacos: 5.075

14. São João: 6.786 moradores (em três favelas)
– São João: 3.745
– Morro da Matriz: 1.552
– Morro do Quieto: 1.489

15. Fallet/Fogueteiro: 9.013 moradores (em cinco favelas)
– Morro da Coroa: 4.069
– Unidos de Santa Tereza: 3.780
– Ocidental Fallet: 749
– Luiz Marcelino: 254
– A.M. e Amigos do Vale: 161

16. Prazeres/Escondidinho: 5.065 moradores (em quarto favelas)
– Morro dos Prazeres: 2.136
– Morro do Escondidinho: 1.758
– Vila Anchieta: 854
– Vila Elza: 317

17. Complexo do São Carlos: 15.244 moradores (em cinco favelas)
– Catumbi: 5.790
– São Carlos: 5.784
– Azevedo Lima: 2.396
– Morro Santos Rodrigues: 1.006
– Rato: 268

18. Mangueira: 20.350 moradores (em oito favelas)
– Morro dos Telégrafos: 6.657
– Mangueira: 4.594
– Tuiuti: 3.263
– Parque Candelária: 2.229
– Marechal Jardim: 1.787
– Vila Miséria: 724
– Parque dos Mineiros: 668
– Rua Bartolomeu Gusmão: 428

19. Vidigal/Chácara do Céu: 10.372 moradores (em duas favelas)
– Vidigal: 9.678
– Chácara do Céu: 964

* Não estão contabilizados os moradores de áreas das UPPs que não vivem em favelas.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , ,

21 comentários | Comentar

  1. 71 Shirlei Horta 24/02/2012 21:26

    Uma coisa que eu gostaria de saber é: qual é desejo dos fluminenses a respeito de suas favelas? Reduzí-las? Eliminá-las? Manter o status quo? Deixar nas mãos da providência divina? O prefeito (o atual, os candidatos, os anteriores) tem programa nesse sentido? Uma questão que vale para o país inteiro neste ano eleitoral.

  2. 70 Shirlei Horta 24/02/2012 21:21

    Eu ficaria surpresa se soubesse que os dados do IBGE estão errados. Apesar das seguidas tentativas do governo Lula de interferir no trabalho do instituto (e em sua divulgação), acho que ele mantém sua credibilidade por depender muito mais dos pesquisadores e muito menos dos “amigos” enganchados em sua administação. De qualquer forma, há uma leitura interessante e desanimadora nessa sequência de reportagens: para ganhar votos, hoje em dia, políticos aumentam o número de miseráveis sob sua respondabilidade! Reduzir ou eliminar a miséria, nem pensar, né? E, sim, o método utilizado para se chegar aos números que estão sendo divulgados é um dado essencial para a análise do conjunto da obra do prefeito.

  3. 69 Marlene Corrêa Picanço de Aguiar 24/02/2012 1:13

    É bem na verdade eu acho que o governo não está errando, porque não está contabilizado o total de favelas ocupadas, não digo que estejam já com UPPs montadas, mas a meu ver já estão com policiamento ostensivo há algum tempo. Cadê o morro do Alemão, que é uma das maiores comunidades da áera da Leopoldina com várias favelas, e a Rocinha também não conta, pois é a maior favela da América Latina. Quando o IBGE fizer um novo Censo aí sim pode-se dizer se é verdade ou mentira sobre os números apresentados.

  4. 68 funkystreet 23/02/2012 23:55

    Aqui no borel e na formiga no rio de janeiro eles queimam arvores da Mata Atlântica e erguem casas algumas com padrão bem diferente do que dizem ser “comunidade carente”,as casas grandes q ficaram vazias após a morte dos casais de idosos sem filhos,são invadidas.É o padrão,desmatar,ocupar,invadir,afinal morar de graça no Rio é muito bom e o “govêrno” vai lá instala luz de mercúrio,faz quadra de esporte.Porque as matas da cidade q regulam o clima não são consideradas áreas de proteção permanente?Entenderam .

  5. 67 Carlos Azambuja 23/02/2012 21:48

    Se o número é favelados é X ou Y, não importa, ao meu ver o mais importante seria o levantamento de quantos desses favelados são realmente FLUMINENSES ou quantos são imigrantes que vem para cá sobrecarregar os nossos parcos recursos.

  6. 66 Antonio Carlos 23/02/2012 17:07

    A cidade do Rio de Janeiro estái igual à cidade de Medelin na década de 90. A maioria dos policiais militares e civis estão mancomunados com os chefes do tráfico de drogas, com os assaltantes e com a milícias. E o governo finge que combate estes criminosos. Antes de tudo é preciso expurgar os policiais corruptos( de coronel a soldado, de delegado a agente), valorizar os policiais honestos, remunerar melhor as polícias e parar de faturar politicamente em cima de propaganda enganosa. O estado do Rio de janeiro é uma terra sem lei, sem rei e sem fé. E o povo ao invés de repudiar este tipo de governo, prefere sambar uma semana no carnaval. Primeiro a farra, a bebedeira, as drogas e a prostituição. O resto depois agente vê como é que fica. E vamo que vamo!

  7. 65 Flávio Minervino 23/02/2012 15:53

    Gostaria de prestar uma informação, a nível de esclarecimento, pois o morro dos Prazeres tem uma estimativa de 6.000 mil moradores e não esta apresentada.

  8. 64 Ernesto da Silva 23/02/2012 15:51

    P/Renato-Brasília, então o Governador do Rio tem que dizer que foram beneficiados 15.000.000 de cariocas, aliás todos foram beneficiados.É inacreditável tentar justificar o injustificável.O Sr. Sérgio Cabral está fazendo um Governo um pouco melhor do que os anteriores devido apoio do Governo Federal que tem investido muito no Rio e em Pernambuco, não é por menos que os dois Governadores estão sendo bem avaliados pelos seus eleitores, isso não é mérito próprio.

  9. 63 Ronaldo Costa 23/02/2012 15:46

    A barca do Sr. Cabral já anda “fazendo água” faz tempo, agora com a superestimativa das pessoas atendidas as coisas estáo se encaminhando para a queda da máscara.

  10. 62 Ernesto da Silva 23/02/2012 15:44

    O Governo do Rio apoia o Governo Federal que vive de Marketing, tá explicado.Faz um pouquinho e diz que faz um montão.Afinal de contas, quando o exército vai deixar de trabalhar para o Governo do Rio e da Bahia?

  11. 61 Claudio Rossetto 23/02/2012 15:06

    Com a ida das UPPs agora os cariocas querem morar no morro devido a segurança,a vista maravilhosa e o preço dos imóveis. Quem diria os cariocas querem mudar para os morros.

  12. 60 Luis Fernando 23/02/2012 14:50

    Carioca não muda a arrogância nunca… Eles estão certos e pronto. Mora 2 milhões nas favelas do Rio, o IBGE não ta com nada… Sem contar que as UPPs levou reajuste de salário para os policiais que trabalham nelas, diga o Comandante que ganhava R$ 15 mil por semana dos traficantes!HEHE.

  13. 59 Maria Vaz 23/02/2012 13:51

    Ademar, o Sergio Cabral pode não ser uma Brastemp, mas comparado com os últimos governantes do Rio de Janeiro, nós estamos bem melhor. Ou vc acha mesmo que estávam,os melhor com o casal Garotinho, que, em vez das UPPs, deu força para as milícias?

  14. 58 RENATO - BRASÍLIA 23/02/2012 13:44

    TOTAL DE MORADORES DE FAVELAS ATENDIDOS POR UPPs

    São 165.125 pessoas* em 71 favelas reconhecidas pelo Censo 2010

    * Não estão contabilizados os moradores de áreas das UPPs que não vivem em favelas.

    ESSE É O ERRO DA SUA MATÉRIA NA MINHA OPINIÃO, OS MORADORES QUE MAIS SE BENEFICIARAM COM A INSTALAÇÃO DAS UPP’S FORAM JUSTAMENTE QUEM MORA NOS BAIRROS E NÃO NAS FAVELAS.

    HOJE EM BOTAFOGO QUANDO VOU AO RIO EU NÃO CORRO MAIS O RISCO DE TER O MEU CARRO ROUBADO POR UM BANDIDO DO DONA MARTA, TODOS OS CRIMES NO BAIRRO TODO DESPENCARAM.

  15. 57 Ademar Bodemüller 23/02/2012 13:41

    Sérgio Cabral se ainda não for, é um dos piores governadores de estado que esse país já viu! O sujeito é tão cara de pau que, para ganhar eleição se finge de SANTO, com direito a auréola e tudo! O povo do Rio não merece ser governado por tamanho Pinóquio!

  16. Luiz Antonio Ryff 23/02/2012 14:45

    Oi, Renato

    Obrigado pelos comentários. A reportagem não coloca em questão a importância da UPP.

    A reportagem questiona o cálculo do número de moradores de comunidades pacificadas atendidas por UPPs feito pela Secretaria de Segurança Pública. Contagem da população é responsabilidade institucional do IBGE. Não é função da secretaria de Segurança Pública. Eles, até agora, não explicaram como chegaram a essas estimativas. O pedido foi feito há semanas. E embora a assessoria do governo tenha dado diversas informações conflitantes durante a apuração, em nenhum momento as 344 mil pessoas seriam a população direta e indiretamente assistida. Não me surpreenderá se surgirem com uma explicação nova. Uma assessora da PM disse que são 1,3 milhão de beneficiados indiretos. Como chegaram a esse número? Não me informaram. De qualquer forma, é um número difícil de ser quantificado e, por isso, questionado.

    Você deu um bom exemplo de que foi beneficiado não sendo morador do Santa Marta. Não só você. Gente que trabalha na área não foi beneficiado? Foi. Quem passa diariamente nas áreas ou perto delas não foi? Foi. A população da cidade não se beneficia com a queda dos índices de criminalidade e com uma percepção de maior segurança? Sim, mas esses não são moradores de comunidades pacificadas com UPPs.

    Abs

    p.s. Você deu uma olhada nas duas matérias seguintes? São sobre o mesmo assunto. Um com a visão do coronel que coordenou a implantação da maioria das UPPs e outro com a explicação de como fazer a contagem.

  17. 56 RENATO - BRASÍLIA 23/02/2012 13:39

    AMIGO NÃO É POR NADA NÃO, EU SOU DE BRASÍLIA E TENHO UM AP EM BOTAFOGO, ATÉ EU QUE NÃO MORO AÍ ENTENDI OS NÚMEROS DO GOVERNO.

    O GOVERNO ENGLOBOU TODAS AS PESSOAS QUE FORAM BENEFICIADAS PELAS UPP’S, POR EXEMPLO EM BOTAFOGO TODO O BAIRRO FOI BENEFICIADO PELA INSTALAÇÃO DA UPP NO DONA MARTA.

    DESCULPE CARA, MAS BOTAFOGO TEM QUASE 100 MIL HABITANTES E TODOS, EU DISSE TODOS FORAM BENEFICIADOS PELA UPP, MEU AP VALORIZOU 220% DE 2008 PRA CÁ MESMO FICANDO BEM LONGE DO MORRO DONA MARTA.

  18. 55 Maria Vaz 23/02/2012 13:14

    As UPPs são super importantes para o Rio de Janeiro. Mas, por isso mesmo, deveriam ser cuidadas com mais zelo pelo governo do Rio. Não dá para chutar o número de pessoas atendidas pelas UPPs. Esse número e importante até para o planejamento da própria polícia. Essa reportagem é um serviço positivo para a própria Secretaria de Segurança Pública, que poderá, com ela, aprimorar cada vez mais as UPPs.

  19. 54 Aécio Moura 23/02/2012 11:55

    Infelizmente o principal(oficial) órgão de pesquisa que temos para tirarmos todos os parâmetros, não é confiavel, por mais que se modernize. Na minha cidade aconteceu a mesma coisa que o Wanderley esta falando. Ficaram muitas casas sem entrar no censo. Encontrei uma pesquisadora e perguntei se ela não iria fazer as casas que ficavam de fundos, encondidas e ela me respondeu que tinha recebido apenas os nomes das ruas e os números das casas que iria pesquisar. Com isso, nós da cidade sabemos à anos que ela tem mais de 70.000 habitantes e no IBGE consta 55.000. Sendo assim o valor do FPM (verba do Gov Federal destinada aos municípios proporcional ao número de habitantes) fica menor.
    Esse trabalho do IBGE não eficaz, infelizmente.

  20. 53 José Raimundo Pereira 23/02/2012 10:39

    Esses dados deveriam ser registrado não só pelo IBGE como também na delegacia de DEFRAUDAÇÕES ! NADA MAIS A DECLARAR……

  21. 52 wanderley alves 23/02/2012 10:23

    Morei na comunidade do Dona Marta e posso afirmar que o senso de 2010 do IBGE, não retrata a realidade populacional daquela comunidade, pois a maioria dos o cadastramento foi feito de maneira erronea e em pouco tempo, não tendo abrangido toda a população daquela comunidade.
    Em diversas oportunidades os cadastradores quando não encontrtavam ninguem em casa estimavam a quantidade de moradores em informações de vizinhos, em muitas das vezes não levavam em conta o numero de crianças ocupantes das moradias e em outras oportunidades os próprios moradores não davam as informações precisas, isso sem falar no fato de que muitas moradias vazias não eram relacionadas em função da pressa em realizar o levantamento para o Censo.
    Tenho certeza de que tanto o Governo quanto o IBGE, estão com seus dados incorretos, além do fato de que com a instalação das UPPs, muitos moradores que haviam sido expulsos das comunidades retornaram as suas antigas moradias. Portanto se faz necessário um outro e mais completo Censo para se ter uma noção mais precisa da população existentes nessas comunidades.

  22. 51 Daiana Turtle 23/02/2012 9:55

    Excelente matéria, como sempre.
    Quem me dera ter tido aula com você.

  1. ver todos os comentários

Os comentários do texto estão encerrados.