Publicidade

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Entrevista, Perfil | 16:23

A história pouco conhecida do major Archer, um herói nacional

Compartilhe: Twitter

“Em outros países ele seria herói nacional, teria selo, seria efígie de nota de dinheiro, daria nome a ruas e escolas. Aqui é ignorado”, lamenta o escritor, jornalista e diplomata Pedro Cunha E Menezes, ex-diretor do Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado do País.

O major Archer, que comandou o replantio da Floresta da Tijuca

O “ele” a quem Cunha E Menezes se refere é o major Manoel Gomes Archer, que em janeiro de 1862, há exatamente 150 anos, semeou as primeiras mudas no replantio da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. Contrariando as ordens recebidas de como proceder, ele comandou a primeira experiência no mundo de regeneração pela mão humana de uma mata primária. Foi o pai da silvicultura no Brasil.

Se o Rio vai receber em junho uma centena de chefes de Estado e de governo na conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20, marcando os vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Unced), é por causa desse feito, ocorrido há um século e meio.

Hoje, o Rio abriga a maior floresta urbana do planeta e a primeira ser refeita em um projeto pioneiro que mostrou ao mundo que o homem podia reverter o processo de desmatamento e  evitar problemas ambientais.

E, no entanto, o aniversário foi na semana passada, no dia 4, mas ninguém lembrou. Não houve festa, nem mesmo nota nos jornais. E nenhum governo achou que valesse usar algum dinheiro das centenas de milhões de reais gastos em propaganda  anualmente. No meio do ano, a Casa da Moeda lançou uma moeda comemorativa. E foi praticamente isso.

Falta de água ameaçava a capital

A principal pessoa por trás desse feito é  pouco conhecida no Rio e ignorada no resto do Brasil. Pouco se sabe sobre o major Archer. Assume-se que era da Guarda Nacional, força paramilitar criada no Império para suprir a falta de um exército profissional  – e em que a patente correspondia ao número de homens que um cidadão-eleitor conseguia arregimentar.

Ele nasceu em 21 de outubro de 1821 e era engenheiro. A historiografia oficial não registra se teve filhos, nem quando e como morreu. Ele tem apenas uma foto conhecida. Mas isso são lacunas biográficas que não diminuem sua importância, embora sirvam para reforçar a tese de que este é um país sem memória.

Archer tinha uma fazenda em Guaratiba, na zona oeste da cidade, onde mais tarde viria a funcionar a fundação Leão XIII, órgão estadual de assistência social. Ele gostava de botânica e mantinha mudas de espécies nativas lá, que foram usadas no replantio da floresta.

Plantação de café na Gávea Pequena, feita por Owen Stanley em 1847

O major Archer foi recrutado por D. Pedro II para reverter uma situação que ameaçava a capital do Império. O principal problema era a crise de abastecimento de água, decorrência do desmatamento da floresta da Tijuca. Só restava vegetação nativa nos topos dos morros e nas encostas mais íngremes.

“Os mananciais assorearam-se e, sem ter as copas das árvores para amortecer a queda dos pingos de chuva, a erosão do solo aumentou muito, carreando barro para os córregos e rios, fazendo chegar aos chafarizes da cidade uma água cada vez mais turva, cheia de impurezas e menos potável”, explica Cunha E Menezes.

Contrariando as ordens

O decreto imperial foi assinado em dezembro, mas as primeira mudas foram plantadas apenas em 4 de janeiro de 1862. E Archer contrariou as ordens recebidas. O decreto estabelecia que o reflorestamento fosse feito “em linhas paralelas retas entre si, sendo as de uma direção perpendiculares às de outra”. Archer optou por um replantio aleatório. Durante 12 anos, foram 80 mil mudas com variedades de espécies e privilegiando as da mata Atlântica.

E não foi um trabalho sem oposição. Quando começou, a Floresta da Tijuca era ocupada por uma centena de pequenas e médias chácaras, que serviam de veraneio para a elite econômica do Império ou abrigavam decadentes plantações de café.

O ciclo cafeeiro na cidade foi iniciado e impulsionado por franceses. Inicialmente, expatriados pela revolução francesa, em seguida, oriundos das fileiras bonapartistas. Pedro Cunha E Menezes explica que o padrão era “comprar, desmatar, vender a madeira como carvão vegetal e plantar café no terreno limpo”. O período de boom desse sistema ocorreu na primeira metade do século 19.

Interesses contrariados

Sem o major não teríamos a Floresta da Tijuca atual e, certamente, a história da cidade, e a vida nela, seria distinta. Mas outras pessoas tiveram papel importante no processo, como Tomás Nogueira da Gama, que ficou encarregado do replantio em uma área contígua à Floresta da Tijuca, nas Paineiras.

Do ponto de vista político, de projeto do Estado, dois personagens foram fundamentais. Além do próprio imperador, que tomou a decisão política de enfrentar o problema, o ministro dos Negócios, Luís do Couto Ferraz, futuro Visconde de Bom Retiro, foi quem conduziu a questão, de extrema complexidade.

Obra de Rugendas retrata a experiência mal sucedida de importar chineses para plantar chá nas encostas da floresta

Petrópolis ainda não era a cidade de balneário usada pela elite da corte para fugir do verão e das doenças e epidemias da estação. Desde D. Pedro I a família imperial veraneava na floresta. A capital não contava com rede de esgoto e os dejetos eram jogados no meio das ruas estreitas. Um recanto como a Floresta da Tijuca, era praticamente uma imposição sanitária.

“Todo mundo que era importante tinha casa lá e ninguém queria sair. O replantio ocorreu em uma área na qual estava 90% do PIB do Brasil na época. O D. Pedro II comprou a briga e o Visconde de Bom Retiro fez a costura política”, conta Cunha E Menezes.

Para dar o exemplo, o próprio Visconde de Bom Retiro e sua família tiveram as terras desapropriadas. O Barão de Mauá, o Barão de Itamaraty, o Conde de Bonfim e o doutor Cochrane (um dos principais empresários da corte) tinham propriedades por lá.

O Visconde de Bom Retiro foi bem sucedido em quebrar resistências ao propor que, além de ajudar a preservar os mananciais e a regular o clima, a floresta regenerada poderia ser uma área de lazer – em consonância com o que acontecia nas principais cidades do mundo. Afinal, essa era uma época dourada do paisagismo, com a remodelação do Bois de Boulogne, em Paris, e a criação do Central Park em Nova York e de novos parques na Inglaterra.

Mitos equivocados

Há alguns mitos envolvendo a história do replantio. Um deles é que Archer teria empreendido a tarefa apenas com seis escravos da Nação – sobre os quais se sabe menos ainda, apenas os nomes (Constantino, Eleutério, Leopoldo, Manuel, Maria e Mateus). Na verdade, os registros mostram que sempre houve trabalho assalariado e que os empregados sempre foram em número superior ao de escravos.

Uma corrente afirma que Archer foi boicotado e que ele perdeu apoio. Cunha E Menezes salienta que o reflorestamento coincidiu, em certo momento, com a Guerra do Paraguai (1864 a 1870). “Foi o maior dreno de recursos da história do Brasil. O Archer não interrompeu o trabalho em nenhum momento. Todo o resto do País quase parou e o dele continuou”, contemporiza.

E sobre a falta de apoio oficial, é importante notar que D. Pedro II levou Archer com ele para a Exposição Mundial na Filadélfia, em 1876, e, após sua saída do parque, o nomeou para cuidar da fazenda imperial, justamente para que fizesse o mesmo trabalho de recomposição da mata feita na Tijuca.

Parque e Floresta da Tijuca não são a mesma coisa

Criado há 50 anos, o Parque Nacional da Tijuca é herdeiro desse processo. Embora tenha uma área da Floresta da Tijuca, seus limites não coincidentes. E o próprio reconhecimento popular do que seria a Floresta da Tijuca ficou mais abrangente com o passar do tempo.

O parque divide as zonas sul e norte da cidade. Ele se divide em quatro setores (identificadas no mapa abaixo com as seguintes letras): a) Floresta da Tijuca; b) Serra da Carioca; c) Pedra Bonita/Gávea; e d) Pretos Forros/Covanca. É a menor unidade de conservação do País, com 3.953 hectares (3,5% do município), mas é o mais visitado do Brasil, com 2 milhões de pessoas – muito por causa do Cristo Redentor, que está dentro de seu território.

A chefe atual do parque, Maria de Lourdes Figueira, diz que há um estudo para ele seja ampliado, mas não há previsão de aprovação.

“Apesar de sabermos que outros personagens contemporâneos e posteriores ao major Archer também contribuíram para o reflorestamento do parque, foi ele quem capitaneou e organizou o início do projeto. E, ainda que tenha sido a regeneração natural responsável por quase 90% desse reflorestamento, a contribuição do homem tornou-se importante, não somente pelo ato de replantar em si, mas também pelo fundamento de conservação de áreas verdes. Se hoje temos uma cidade que se candidata junto a Unesco na categoria Paisagem Cultural, é porque temos um Parque Nacional exuberante, ainda que em meio à cidade”, afirma ela.

A imagem por satélite dá uma noção da importância da Floresta (em verde) para o resto da cidade do Rio. As quatro áreas do Parque Nacional estão destacadas: a) Floresta da Tijuca; b) Serra da Carioca; c) Pedras Bonita/Gávea; d) Covanca e Pretos Forros

Autor: Tags: , , , ,

50 comentários | Comentar

  1. 50 Miguel D Avila 11/01/2012 23:14

    Isso é forjar herói! Pode ter plantado alguma árvore, mas a Reserva da Tijuca se insere no mesmo que ocorreu em todas as partes do Brasil. Devido ao uso da lenha, boa parte dos morros que circundavam áreas urbanas estavam pelados por volta da década de 50/60. Depois iniciou-se um processo de rápído reflorestamento. É nesse processo de reflorestamento que se insere também boa parte da Reserva da Tijuca.

  2. 49 Lúcio S. Leoni 11/01/2012 23:13

    Major Archer

    É lamentavel!!! Como pode uma pessoa que conduziu um trabalho pioneiro que se destacou pelo mundo, ficar tanto tempo no anonimato. Se hojé estes políticos nogentos corruptos que muito envergonham nosso Brasil com mensalões etc., ocupam a tribuna do plenario em Brasília para falar da maior floresta urbana do mundo para os visitantes estrangeiros e não sabem seguer o nome do pesquisador que conduziu um trabalho desta magnitude com parcos recursos naquela época, demonstra como nossa história vem deixando a desejar, não dando o valor devido a quem realmente merece. Eu, trabalho com pesquisa botânica e jamais ouvir falar destre ilustre cidadão. Talvez se ele pertencesse a classe da alta sociedade seu nome iria estar em ruas, praças e etc. É uma vergonha este nosso Brasil. Parabéns Major Archer

  3. 48 Mauro 11/01/2012 23:10

    Um programa de TV sobre este assunto vale muito mais que 3 meses de BigBrother.
    Outro programa sobre a ultima sobrevivente da cela 4 valeria mais que outros 3 meses de reality shows desprezivelmente inuteis.
    Se procurar, toda grade da midia poderia ser preenchida ( na falta de assunto ) com estes alimentos culturais inspiradores, em vez de nos entupir com noticias ruins e os BBB da vida…
    Mas . . . que bom que ainda existem pessoas que divulgam estas perolas civicas que realmente nos fazem crer que nem tudo está perdido.
    Ainda existe um remanescente humano que pensa . . . e está próximo e nos brinda com isto.
    Parabens. Não desanima não . EU e muitos, apreciamos mutíssimo.
    Fico Muito agradecido.

  4. 47 CARLOS VARELLA 11/01/2012 23:00

    …Então este tipo de memória está adormecida e nem por isso as autoridades do Estado e do municipio do Rio de Janeiro sabem dessa estória ou passam a ignorá-la porque sabe que o povo brasileiro tem memória curta e deixa cair no esquecimento a sua verdade e o surgimento do Parque Florestal da Tijuca. Ao invés de montarem um mega espetáculo para reunir 12 pessoas desconhecidas e achar que o Reality Show é o grande momento, estão enganados pois nem o Bial assiste o programa da qual faz apresentação. É hilário! Deveriam buscar fatos reais de nossa história e fazer um documentário novelesco, com personagens da historia e dar oportunidades de seu elenco Global fazer uma boa estória. Do Império ao Carnaval temos muitas estórias que dariam mais IBOPE e menos controvérsias a verdadeira Historia do Brasil.

  5. 46 ALEX BONIFACIO 11/01/2012 22:58

    Brasil, um país sem memórias históricas! O sentimento que venho tendo nestes últimos anos é que no país somente é relembrado fatos que verdadeiramente são de interesses financeiros e sob regência dos abastados socialmente.Apesar de ter uma grande afeição pela História, realmente confesso que nunca ouvi falar desta saudosa figura heróica que não teve o merecido reconhecimento pelas autoridades brasileiras. Alguns nomes no Brasil que jamais serão esquecidos e estes são: Carnaval, Big Brother Brasil e as “loirinhas geladas”. É muito lamentável, mas infelizmente é o Brasil, país de todos e tudo.

  6. 45 André de Freitas Santos 11/01/2012 22:54

    Excelente matéria! Parabéns pelo ótimo conteúdo… reportagens como esta são artigos raros atualmente. Quanto ao tema em comento, é notória a falta de memória e reconhecimento por parte do povo brasileiro em relação a personagens importantes de nossa história. O Major Archer é um exemplo disto. Certamente, em outros países seria ele homenageado por tão importante iniciativa. Fica aqui o agradecimento de um tijucano, ainda que ciente do fato de que a vegetação original da Floresta da Tijuca tenha sido covardemente extinta pelas mãos do homem. Cuidemos, pois, do que restou. Salve a Natureza! Salve o Rio de Janeiro e a Tijuca!
    Cordialmente,
    André de Freitas Santos.

  7. 44 José Marcos 11/01/2012 22:47

    Pelo menos eu sei que a escola que minha filha estuda, tem o nome de alguém tão importânte.
    O nome da escola dela é CIEP Manoel Gomes Archer, e fica no Rio de Janeiro. Alguém aqui lembrou dele. Gostaría de receber por e-mail a história dele, para que eu possa divulgar na escola, pois acho que nem mesmo o Diretor e os Professores que lá lecionam, sabem de tão grande importância tem na História do Brasil, a Personalidade, que deu o nome aquela casa de cultura.Se possível for, divulgarei, tão grande ato!!!

  8. 43 ............ 11/01/2012 22:42

    Brasileiro nao liga pra política, polica é importante como o ar que respiramos e como nao cuidamos do ar que respiramos, acabamos respirando um ar vagabundo e ar vagabundo chega a qualquer ser brasileiro e diminui a qualidade de vida…A nao ser que um dia, renovamos noss ar…SEMPRE DIGO, NAO DESISTIMOS NUNCA, MAS ESQUECEMOS SEMPRE, E OS POLITICOS SABEM DA NOSSA MENTE MUITO ESQUECIDA…Por isso ao invés de banir o errante pra sempre, banem por 8 oitos, pois é tempo mais que suficiente pra brasileiro esquecer e reelege-los…

  9. 42 João 11/01/2012 22:35

    Aí está, e os nossos mestres, ensinam o que? e as nossas TVs e radios divulgam o
    que? e os nossos deputados, senadores e agragados legislam sobre o que? Mas o povo tem que fazer o que eles não fazem, nem lembram de tão ilustre personagem. Parabens ao Major, que sem qualquer ego fez algo para a nação e para o mundo.

  10. 41 Helga 11/01/2012 22:32

    Parabéns ao relato de PEDRO CUNHA E. MENEZES!

  11. 40 nelson oliveira 11/01/2012 22:30

    Alguém acima escreveu que hoje no rio temos um “prefeito demolidor”. Concordo totalmente, a cidade está toda esburacada, o número de caminhões tumultuando o trânsito por conta das obras é um absurdo. Talvez, medidas que esvaziassem o centro da cidade fossem adequadas à recuperação histórica da cidade. A descentralização de órgãos públicos, indústrias e determinados tipos de comércio, a transformação de alguns prédios públicos e comerciais em prédios residenciais e hoteis, poderiam fazer com que o centro do rio conservasse melhor seu valor histórico para o país, além de trazer melhoria para o trânsito, turismo e melhores condições de vida para a população sem grandes obras que ao longo do tempo se mostrarão ineficazes. O alargamento e construção de vias criticado no passado, verifica-se hoje que foram soluções momentâneas, exatamente como se verificará daqui há alguns anos.

  12. 39 rutei 11/01/2012 22:24

    parabens por essa reportagem,,pessoas assim devem
    ser sempre reconhecida e comemoradas,mas o que
    esperar de um pais onde as pessoas intitulam os bbbs
    como heróis?

  13. 38 Lelei 11/01/2012 22:23

    Excelente reportagem, deveria ser obrigatório o conhecimento destes fatos nas escolas.

  14. 37 Cesar Alves de Souza 11/01/2012 22:14

    Acredito que uma das razões para que o povo não valorize nossa estória e gente, é pelo fato de que a mesma não é contada verdadeiramente nas escolas, é um pais de mentiras: independência comprada de Portugal, Revolução de 31 de Março, suicídio de Getúlio Vargas e por ai a fora, eu não sei quase nada, só o que escutei na vida, por pessoas que sabiam muito mais que eu, Cidade da Música, Reforma do Maracanã etc….Gostaria que houvesse uma coluna neste site sobre estas ” descobertas ” de nosso pais, para que nossos filhos possam saber mais do que os pais da verdadeira estória do Brasil.

  15. 36 Jorge Bitar 11/01/2012 22:13

    O Major tem toda a importãncia acima descrita, apesar de ser desconhecido. Mas o articulista ignorou consciente ou incoscientemente que a verdadeira autora do Maior Floresta Urbana do Mundo foi nada mais nada menos que SUA MAJESTADE IMPERIAL DONA LEOPOLDINA, A PRIMEIRA IMPREATRIZ DO BRASIL.
    Ela era botânica, estudada na Áustria, onde nasceu, e não se conformava com o desmatamento no Rio, então, ela própria, em lombo de burro, que verdadeiramente iniciou o resflorestamento da Tijuca.
    Anos depois seu próprio filho, S. M. o Imperador D. Pedro 2º deu continuidade ao projeto da mãe botãnica, encarregando o major em questão.
    Não fica bem, continuar contando a história do Brasil, escamoteando parte, ou mudando tudo, ao bel interesse de ocasião.

  16. 35 Geraldo Pinto de Melo 11/01/2012 21:58

    A cada dia os brasileiros se tornam menos informados e perdem a memória do passado. Há muitos professores mal formados e alunos pouco interessado na história.
    A mída atual é fazer dos brasileiros um povo sádico. Existem repóter e mais repórter mostrando o sofrimento, a desgraça, as mortes de pessoas sejam nas catástrofes naturais, seja nos assaltos e bandidagem. O povão delíria com o sofrimento alheio. Os canais de TV que contam a história do Brasil em documentários perdem audiência. Enquanto os que vivem da desgraça alheia crescem vertiginosamente nas pesquisas. Um mesmo acidente é mostrado dezenas de vezes. Helicópteros voando horas e horas sobre a mesma desgraça para o delírio dos que ficam na frente das telinhas. Onde vamos parar ? Acho que nem dois por centos dos brasileiros sabem a origem da Floresta da Tijuca.

  17. 34 Flávio Pedro da Silva 11/01/2012 21:57

    Como é importante conhecermos a nossa história.São essas pessoas que realmente temos de
    agradecer e homenagear. Muito obrigado ao sr.Archer e ao sr.pedro.

  18. 33 Luis Silva 11/01/2012 21:52

    Parabéns a toda equipe do IG, excelente reportagem. Espero que nossos governantes tenham lido.

  19. 32 Izabel Cristina 11/01/2012 21:52

    Parabéns pela matéria, já divulguei no Facebook!

  20. 31 jucelino 11/01/2012 21:50

    maravilhoso esse feitp do amigo jornalista em parceria com o ig existem pessoas centenarias na tijuca e não conhecem a origem tijucana parabens

  21. 30 ROBSON 11/01/2012 21:48

    O SENADOR MARIMBONDO DE FOGO, QUE DILAPIDA A NAÇÃO COM SEU TIME DE SAÚVAS TEM ATÉ FUNDAÇÃO PARA PRESERVAR NÃO SEI O QUÊ, ENQUANTO O MAJOR QUE FEZ ESSA MARAVILHA NO RJ, QUASE NÃO TEM NEM ROSTO. É ESSE O BRASILZILZILZIL!

  22. 29 Gilberto José Muniz 11/01/2012 21:42

    Foi muito importante o texto comemorativo dos 150 anos de Archer, embora com dias de atraso. Sou presidente da Associação Cultural da Zona Oeste, com sede provisória em minha residência, na Rua Cumai, 37, em Campo Grande, RJ. Dentre outros projetos, estamos fundando o Museu de Campo Grande, sendo o Major Archer, componente de nosso acervo, através de outros textos da web.
    Em minhas pesquisas, encomendei ao artista Mestre Saul, molde em gesso, para um monumento escultural em bronze, de nosso antigo comunitário de Guaratiba. Archer foi enterrado no Cemitério Antigo de Campo Grande, localizado em frente à Igreja Nossa Senhora do Desterro, na Rua Almeida Costa.
    Por outros textos da web, tomei conhecimento quanto à extinção deste cemitério e da construção no novo, na Av. Cesário de Melo. Quando da mudança, as cinzas de Major Archer foram entregues à Guarda da Igreja S N do Desterro e, conforme o Padre Paulo, as mesmas foram encaminhadas para o atual cemitério. Em contato com a administração do cemitério, fotografarei as cinzas de Artcher e também de outras personalidades, como o Padre Belizário Cardoso dos Santos (Pároco que morou na casa da Rua Augusto Vasconcelos, de 1847 até 1891, onde mais tarde, seu neto, Elton Veloso, fundou o Colégio Belisário dos Santos. Em 2011 o prédio histórico e outros imóveis contiguos foram comprados pela Prefeitura. [espera-se que nossa memória seja preservada, mantendo-se o o prédio que serviu de moradia paroquial no século retrasado] e Francisco Freire Alemão de Sisneiros, Médico (do Imperador inclusive), Botânico, formado em Paris, recebeu auxilio de Napoleão Bonaparte, para viagem ao exterior em seus navios que encontravam-se ancorados em Salvador, BA, pesquisador, descobrindo mais de 2 mil plantas no Ceará e um dos primeiros diretores do Jardim Botânico.
    Por falta de recursos financeiros, o museu funcionará inicialmente como “eco-museu”, exculpado na construção de um “bonde artesanal” a ser fabricado entre janeiro e março de 2012, para exposição na Praça Mario Valadares, no Rio da Prata, em Campo Grande, RJ, quando da possível inauguração em março/2012. Como aquele local é o de uma das entradas para o Pico da Pedra Branca, também uma grande floresta, sugerirei a colocação ali, da Estátua do Major Archer.
    Sendo comunitário o museu precisa de contar com a colaboração daqueles que apoiam a iniciativa da criação do museu. Contatos. Gilberto José Muniz. Rua Cumai, 37, Campo Grande, RJ. (21) 2415.4464 e 9285.5704. gilbertocidadania@superig.com.br, http://www.culturalzoeste.com.br

  23. 28 Roberta 11/01/2012 21:27

    Excelente reportagem!! Parabéns ao esritor Luiz Antonio e ao IG!! Que a noticia seja mais veiculada!

  24. 27 nelson 11/01/2012 21:26

    bom

  25. 26 carla 11/01/2012 21:25

    ÔÔ meu povo, vamos ofender menos e nos concentrar mais. O governo não anda só.Nós os colocamos lá, para fazerem por nós. Precisamos ajudar. Que tal nos preocuparmos com o lixo que é jogado nas ruas? Ou então reclamar com os Garis que varrem o lixo das sarjetas para as bocas de lobo? Ou então, nos feriados levarmos uma sacolinha para nosso lixinho dos engarrafamentos? Vamos honrar também D. Pedro II, não podemos nos esquecer dele.Sem ele , não teríamos este monumental patrimônio (que é nosso ),.

  26. 25 Carlos 11/01/2012 21:24

    Infelizmente, este rico e pobre país tem a pior população do mundo. Gente que não dá valor à sua terra. Estão preocupados com as idiotices da mídia comercial com seus programas popularecos com bastante marketing para fazê-los consumir desvairadamente e não cultivarem a educação, a cultura, o valor próprio. Quando o povo estuda é para passar no concurso ou para exercerem sub atividades por baixos salários e a formação não é das melhores porque obtida em instituições mercantis só servem para obter o tal diploma. Tem muita gente do nível superior com educação inferior. Esse tipo de reportagem não atrai. Fosse Big Brother, Futebol, Neymar, Ronaldinho, Traffic e Mulheres Frutas a audiência tava plena. Hoje temos um prefeito demolidor que a exemplo de personagem de ficção “Quer botar tudo na chão”, mesmo que a população seja prejudicada. E o povo aplaude e pede bis. Homens públicos como o major Archer, assim como sua estória, são peça de museu. Lamentável.

  27. 24 Tiago 11/01/2012 21:16

    infelizmente, grandes pessoas, que se tornaram grandes personalidades, por algum feito extraordinário que fizeram, não são reconhecidas neste país.
    infelizmente, a memória do brasileiro, só se recorda justamente daqueles que deveria ser esquecidos, e enterrados no passado.
    mas sabemos que as coisas não são assim, e tristemente, grandes personagens da nossa história, é que acabam esquecidos e enterrados no passado.
    triste!

  28. 23 Marry 11/01/2012 21:12

    Isso e como a real historia de Tiradentes, os que são e deveriam ser lembrados, são esquecidos. BRAZIL………

  29. 22 FRANCISCO CARLOS 11/01/2012 21:11

    Saibam que o que devemos lamentar não é o desconhecimento da sociedade como um todo e sim lamentar a falta de cultura e informacão que as escolas oferecem aos nossos estudantes bem como a falta de acesso a cultura geral para o restante da populacão. Aqui no Brasil ainda é muito comum se respeitar heróis e personalidades de outros países e deixar de lado personalidades que construiram a nossa nacão, é uma pena pois possuimos grandes personagens que sequer são citados em livros escolares.
    Ah, sabe o que é gozado : nós sabemos que Cristovão Colombo descobriu a América, mas o americano desconhece totalmente quem descobriu o Brasil e mais até Colombo já foi esquecido por eles………….

  30. 21 Helga 11/01/2012 21:05

    Vamos fazer justiç ao grandioso trabalho do Major Archer, este sim um verdadeiro brasileiro e ser humano!

  31. 20 mauricio 11/01/2012 21:01

    Isso é realmente lamentavel.
    mostra nossa pobreza cultural, governo que é governo, investe nao só em educaçao,
    mas procura focar a cultura e a historia…

  32. 19 Enock Araujo 11/01/2012 20:50

    A culpa não é do povo, pelo contrário nosso povo se conhecesse a nossa história, a valorizaria. Quem de fato se interessa por estudar história e história do Brasil? Nosso ensino de história em sala de aula não aborda questões como essa. Estudamos muitas coisas inúteis e ultrapassadas que fazem os alunos se desinteressar pela nossa história. Não vejo também um capricho maquiavélico de nossos políticos em querer ignorar acontecimentos como esses. Vejo isto sim, falta de cultura, falta de interesse por aquilo que é nosso, isto por parte de políticos, de nossos meios de comunicação etc. Veja a própria figura de nosso imperador D. Pedro II, comodesconhecemos sua história e como o desvalorizamos no papel que teve no século XIX.

  33. 18 Cariovaldo I. de Araújo 11/01/2012 20:43

    O nosso país infelizmente pouco valoriza a nossa História. Daí podemos entender o quanto o restante do país é pouco conhecido. Já que o RJ, que foi durante treze anos de 1808 à 1821, a capital que serviu para administrar Portugal, no Governo de D João VI, e tem toda a sua importância política durante o período imperial de 1822 até 1889, quando o Brasil deixa de ser Império e passa a ser Repùblica. E o mesmo continua Capital da país até 1960. Quando JK funda Brasília a transfere a sede do governo federal para lá. Procurei relembrar isto só para dizer o quanto foi, e, é importante a cidade maravilhosa. E mesmo assim poucos valorizam esta que é uma das maiores riquezas histpricas de nosso país. Portanto o resto poucos sabem mesmo. Que pena ! Quem não conhece a sua história não tem memória mesmo. Um Abraço Cariovaldo

  34. 17 Jorge 11/01/2012 20:31

    Felizmente tivemos alguém que pensava grande, pois hoje podemos desfrutar desta maravilhosa floresta no meio de uma cidade que ainda cresce desordenadamente, e como disse alguém que comentou, este tipo de feito não da ibope para os nossos políticos que só pensam no seu umbigo.

  35. 16 Bruno 11/01/2012 20:30

    Adorei a reportagem, eu já sabia da historia sobre o reflorestamento da Tijuca, só não sabia por quem. Acho importante para a nova geração pegar como exemplo o feito do Major Acher que realmente mostrou-se um grande brasileiro. Em vez dos grandes empresários e os governantes pensarem nos seus lucros, uns pela politica e outros através dos negócios onde a natureza é ameaçada, natureza esta que os mantém vivos. Eu só tenho agradecer por ter existido um ser humano como o Major Acher.

  36. 15 Flauberto Wagner - Natal Rn 11/01/2012 20:05

    Existem muitos Manoeis que muito fizeram pelo Brasil, porém foram esquecidos e postos a margem da história dessa nação, que só endeusa políticos sem escrúpulos e santifica sujeitos que passaram a vida inteira usurpando os cofres da nação.

    É notório que vai aparecer alguém e por a culpa na falta de cultura do povo, porém, temos que ter a consciência que a omissão desse fato é de origem política, haja vista a ação em si só gerou uma grande queixa política que contaminou toda a corte imperial e criou muita inveja entre o seus pares.

    Não existe qual tipo registro sobre o cidadão, em razão dele ter sido removido para bem do Rio de Janeiro, porque naquele tempo era igual a hoje, fez o certo e ágil de forma, não servia ao sistema.

    Outrossim, seria interessante fazer uma pesquisa lá na fronteira do norte da amazonia

  37. 14 takao yamashita 11/01/2012 20:02

    É um fato que precisa ser mais enaltecido com mais responsabilidade política. Pois estamos em plena era da preservação do meio ambiente com necessidade cada vêz mais veemente para combater o aquecimento do globo terrestre. Em decorrência já estamos sendo vítimas com suas catástrofes ambientais. Mas apenas vimos uma hipocrisia politica com excesso de valorização das reservas petrolíferas das nossas bacias marítimas, que não agrega nenhum beneficio social direto. Também o programa da produção dos biocombustiveis baseada na agricultura familiar está ignorado, pois a distribuição das bolsas famílias rendem mais votos perpetuando a miséria, pois agora os beneficiários não trabalham mais.
    Salve D.Pedro II e receba o meu tributo e admiração, major Archer grande servidor na vanguarda soube proteger o nosso bem mais valioso que é o Meio Ambiente. TAKAO

  38. 13 Flavio 11/01/2012 19:44

    Parabéns ao Ig pela matéria. O povo brasileiro é carente de cultura e conhecimento, entre várias coisas. A mudança de um povo se faz pela educação, e o Ig, publicando matérias desta natureza, cumpre com o papel da mídia neste sentido. Que matérias desta natureza se repitam por muito tempo, ocupando o espaço daqulelas que só degeneram o ser humano, como bbb.

  39. 12 DANTAS 11/01/2012 19:39

    sabe porque este homem não é lembrado? porque infelizmente para os políticos sua lembrança não traz voto, e para boa parte do nosso povo não tem nada sensacionalista e desonesto.

  40. 11 Rogerio 11/01/2012 19:39

    É importante este tipo de documentário, isso eleva e enobrece uma nação. Quem sabe sirva de exemplo para os dias atuais onde vale muito o interesse próprio e nada o coletivo.

  41. 10 rafael 11/01/2012 19:35

    TODO POVO TENHE O GOVERNO QUE MERECE , MENOS UM O POVO O BRASILEIRO . ELE CONSEGUE SER MAIS PODRE QUE OS POLÍTICOS .
    Veja só 2 comentários somente num assunto de cultura , si fosse BBB, Vida de famosos , Escândalos etc…… terei milhares de comentários.
    OS políticos ate investem em educação mais o povo odeia mais que os políticos

  42. 9 GONZAGA 11/01/2012 19:35

    Se não fosse o major Archer, a Floresta da tijuca ja mais seria aquela grandiosidade que é o parque nacional da TIJUCA.
    Precisamos informar ao mundo, que o Major MANUEL GOMES ARCHER, existiu e morava no Brasil ou na Tijuca !!!!!!!!!!!!

    GONZAGA
    OLINDA-PE

  43. 8 Getulio Rodrigues 11/01/2012 19:33

    Realmente é bastante lamentável o desconhecimento de grantes feitos e pessoas com o Major Manoel Gomes Archer, refiro-me principalmente à Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, ao Governo do Estado que não se reportam a este senhor que além das ordens recebidas para sanar um problema ambiental (o comprometimento da qualidade da água – àquela época) fez um trabalho de grande importância à cidade do Rio de Janeiro época sede do Governo Federal, como também demonstrou amor à natureza, a preservação da vida, da paisagem. Foi um grande exemplo a todos nós que deveria ser seguido por todos- o que não acontece nos dias de hoje. Onde a safadeza, a malandragem, a esperteza dos que mais aparecem na midia são aplaudidos por muitos como um grande e péssimo exemplo ao Brasil e a seu futuro.

  44. 7 vito 11/01/2012 19:28

    desculpe jacylua, no brasil não, no mundo…

  45. 6 sandra borges caldas 11/01/2012 19:26

    Acho de suma importância que nossa história verdadeira venha à tona, eis que é cediço a existência de lacunas à mesma. E verdadeiro desinteresse em se trazer ao povo brasileiro conhecimento de nosso passado, para podermos levar adiante nosso futuro.
    Parabéns ao nosso ilustre jornaliste e diplomata PEDRO CUNHA E. MENEZES

  46. 5 Haier leonel 11/01/2012 19:23

    Sou Historiador, e tenho pena da mente do povo Brasileiro que não tem “MEMÓRIA” (em se tratando de cultura). Pois, ao falar de futebol todos dão definição e muito bem…fico aborrecido de ver e saber que o brasileiro não gosta de leituras, de culturas em geral…triste demais…depois falam dos EUROPEUS…povo que vive da cultura, da leitura, do saber…
    desculpe-me…mas é a minha opinião!

  47. 4 Cleide 11/01/2012 19:20

    Adorei a matéria, realmente poucos conhecem essa história, eu mesma não conhecia. Parabéns!!!

  48. 3 jacylua 11/01/2012 19:14

    É a coisa mais espetacular em termos de recuperação ambiental que já ocorreu no país

  49. 2 Gutemberg Guimaraes 11/01/2012 19:11

    A midia previlegia muito mais as atitudes sensacionalistas do que as culturais.Ao nosso redor acontecem coisas interessantes, mas que não tem a menor importancia, enquanto que fatos de trapaças e violencia, recebem um destaque muito maior.

  50. 1 ceceu 11/01/2012 18:57

    Alô Eduardo Paes, se liga nessa!

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última
  5. ver todos os comentários

Os comentários do texto estão encerrados.