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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Entrevista, Perfil | 16:23

A história pouco conhecida do major Archer, um herói nacional

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“Em outros países ele seria herói nacional, teria selo, seria efígie de nota de dinheiro, daria nome a ruas e escolas. Aqui é ignorado”, lamenta o escritor, jornalista e diplomata Pedro Cunha E Menezes, ex-diretor do Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado do País.

O major Archer, que comandou o replantio da Floresta da Tijuca

O “ele” a quem Cunha E Menezes se refere é o major Manoel Gomes Archer, que em janeiro de 1862, há exatamente 150 anos, semeou as primeiras mudas no replantio da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. Contrariando as ordens recebidas de como proceder, ele comandou a primeira experiência no mundo de regeneração pela mão humana de uma mata primária. Foi o pai da silvicultura no Brasil.

Se o Rio vai receber em junho uma centena de chefes de Estado e de governo na conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20, marcando os vinte anos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Unced), é por causa desse feito, ocorrido há um século e meio.

Hoje, o Rio abriga a maior floresta urbana do planeta e a primeira ser refeita em um projeto pioneiro que mostrou ao mundo que o homem podia reverter o processo de desmatamento e  evitar problemas ambientais.

E, no entanto, o aniversário foi na semana passada, no dia 4, mas ninguém lembrou. Não houve festa, nem mesmo nota nos jornais. E nenhum governo achou que valesse usar algum dinheiro das centenas de milhões de reais gastos em propaganda  anualmente. No meio do ano, a Casa da Moeda lançou uma moeda comemorativa. E foi praticamente isso.

Falta de água ameaçava a capital

A principal pessoa por trás desse feito é  pouco conhecida no Rio e ignorada no resto do Brasil. Pouco se sabe sobre o major Archer. Assume-se que era da Guarda Nacional, força paramilitar criada no Império para suprir a falta de um exército profissional  – e em que a patente correspondia ao número de homens que um cidadão-eleitor conseguia arregimentar.

Ele nasceu em 21 de outubro de 1821 e era engenheiro. A historiografia oficial não registra se teve filhos, nem quando e como morreu. Ele tem apenas uma foto conhecida. Mas isso são lacunas biográficas que não diminuem sua importância, embora sirvam para reforçar a tese de que este é um país sem memória.

Archer tinha uma fazenda em Guaratiba, na zona oeste da cidade, onde mais tarde viria a funcionar a fundação Leão XIII, órgão estadual de assistência social. Ele gostava de botânica e mantinha mudas de espécies nativas lá, que foram usadas no replantio da floresta.

Plantação de café na Gávea Pequena, feita por Owen Stanley em 1847

O major Archer foi recrutado por D. Pedro II para reverter uma situação que ameaçava a capital do Império. O principal problema era a crise de abastecimento de água, decorrência do desmatamento da floresta da Tijuca. Só restava vegetação nativa nos topos dos morros e nas encostas mais íngremes.

“Os mananciais assorearam-se e, sem ter as copas das árvores para amortecer a queda dos pingos de chuva, a erosão do solo aumentou muito, carreando barro para os córregos e rios, fazendo chegar aos chafarizes da cidade uma água cada vez mais turva, cheia de impurezas e menos potável”, explica Cunha E Menezes.

Contrariando as ordens

O decreto imperial foi assinado em dezembro, mas as primeira mudas foram plantadas apenas em 4 de janeiro de 1862. E Archer contrariou as ordens recebidas. O decreto estabelecia que o reflorestamento fosse feito “em linhas paralelas retas entre si, sendo as de uma direção perpendiculares às de outra”. Archer optou por um replantio aleatório. Durante 12 anos, foram 80 mil mudas com variedades de espécies e privilegiando as da mata Atlântica.

E não foi um trabalho sem oposição. Quando começou, a Floresta da Tijuca era ocupada por uma centena de pequenas e médias chácaras, que serviam de veraneio para a elite econômica do Império ou abrigavam decadentes plantações de café.

O ciclo cafeeiro na cidade foi iniciado e impulsionado por franceses. Inicialmente, expatriados pela revolução francesa, em seguida, oriundos das fileiras bonapartistas. Pedro Cunha E Menezes explica que o padrão era “comprar, desmatar, vender a madeira como carvão vegetal e plantar café no terreno limpo”. O período de boom desse sistema ocorreu na primeira metade do século 19.

Interesses contrariados

Sem o major não teríamos a Floresta da Tijuca atual e, certamente, a história da cidade, e a vida nela, seria distinta. Mas outras pessoas tiveram papel importante no processo, como Tomás Nogueira da Gama, que ficou encarregado do replantio em uma área contígua à Floresta da Tijuca, nas Paineiras.

Do ponto de vista político, de projeto do Estado, dois personagens foram fundamentais. Além do próprio imperador, que tomou a decisão política de enfrentar o problema, o ministro dos Negócios, Luís do Couto Ferraz, futuro Visconde de Bom Retiro, foi quem conduziu a questão, de extrema complexidade.

Obra de Rugendas retrata a experiência mal sucedida de importar chineses para plantar chá nas encostas da floresta

Petrópolis ainda não era a cidade de balneário usada pela elite da corte para fugir do verão e das doenças e epidemias da estação. Desde D. Pedro I a família imperial veraneava na floresta. A capital não contava com rede de esgoto e os dejetos eram jogados no meio das ruas estreitas. Um recanto como a Floresta da Tijuca, era praticamente uma imposição sanitária.

“Todo mundo que era importante tinha casa lá e ninguém queria sair. O replantio ocorreu em uma área na qual estava 90% do PIB do Brasil na época. O D. Pedro II comprou a briga e o Visconde de Bom Retiro fez a costura política”, conta Cunha E Menezes.

Para dar o exemplo, o próprio Visconde de Bom Retiro e sua família tiveram as terras desapropriadas. O Barão de Mauá, o Barão de Itamaraty, o Conde de Bonfim e o doutor Cochrane (um dos principais empresários da corte) tinham propriedades por lá.

O Visconde de Bom Retiro foi bem sucedido em quebrar resistências ao propor que, além de ajudar a preservar os mananciais e a regular o clima, a floresta regenerada poderia ser uma área de lazer – em consonância com o que acontecia nas principais cidades do mundo. Afinal, essa era uma época dourada do paisagismo, com a remodelação do Bois de Boulogne, em Paris, e a criação do Central Park em Nova York e de novos parques na Inglaterra.

Mitos equivocados

Há alguns mitos envolvendo a história do replantio. Um deles é que Archer teria empreendido a tarefa apenas com seis escravos da Nação – sobre os quais se sabe menos ainda, apenas os nomes (Constantino, Eleutério, Leopoldo, Manuel, Maria e Mateus). Na verdade, os registros mostram que sempre houve trabalho assalariado e que os empregados sempre foram em número superior ao de escravos.

Uma corrente afirma que Archer foi boicotado e que ele perdeu apoio. Cunha E Menezes salienta que o reflorestamento coincidiu, em certo momento, com a Guerra do Paraguai (1864 a 1870). “Foi o maior dreno de recursos da história do Brasil. O Archer não interrompeu o trabalho em nenhum momento. Todo o resto do País quase parou e o dele continuou”, contemporiza.

E sobre a falta de apoio oficial, é importante notar que D. Pedro II levou Archer com ele para a Exposição Mundial na Filadélfia, em 1876, e, após sua saída do parque, o nomeou para cuidar da fazenda imperial, justamente para que fizesse o mesmo trabalho de recomposição da mata feita na Tijuca.

Parque e Floresta da Tijuca não são a mesma coisa

Criado há 50 anos, o Parque Nacional da Tijuca é herdeiro desse processo. Embora tenha uma área da Floresta da Tijuca, seus limites não coincidentes. E o próprio reconhecimento popular do que seria a Floresta da Tijuca ficou mais abrangente com o passar do tempo.

O parque divide as zonas sul e norte da cidade. Ele se divide em quatro setores (identificadas no mapa abaixo com as seguintes letras): a) Floresta da Tijuca; b) Serra da Carioca; c) Pedra Bonita/Gávea; e d) Pretos Forros/Covanca. É a menor unidade de conservação do País, com 3.953 hectares (3,5% do município), mas é o mais visitado do Brasil, com 2 milhões de pessoas – muito por causa do Cristo Redentor, que está dentro de seu território.

A chefe atual do parque, Maria de Lourdes Figueira, diz que há um estudo para ele seja ampliado, mas não há previsão de aprovação.

“Apesar de sabermos que outros personagens contemporâneos e posteriores ao major Archer também contribuíram para o reflorestamento do parque, foi ele quem capitaneou e organizou o início do projeto. E, ainda que tenha sido a regeneração natural responsável por quase 90% desse reflorestamento, a contribuição do homem tornou-se importante, não somente pelo ato de replantar em si, mas também pelo fundamento de conservação de áreas verdes. Se hoje temos uma cidade que se candidata junto a Unesco na categoria Paisagem Cultural, é porque temos um Parque Nacional exuberante, ainda que em meio à cidade”, afirma ela.

A imagem por satélite dá uma noção da importância da Floresta (em verde) para o resto da cidade do Rio. As quatro áreas do Parque Nacional estão destacadas: a) Floresta da Tijuca; b) Serra da Carioca; c) Pedras Bonita/Gávea; d) Covanca e Pretos Forros

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24 comentários | Comentar

  1. -26 Ivan 23/02/2012 12:03

    cultura aqui nesta terra….é BBB,é bunda de fora,é urinar nas ruas,é depredar bens publicos,é bailes funk onde o sexo e as drogas é o ponto forte,,a corrupçao descarada,enfim não dá p/ enumerar.

  2. -27 Ivan 23/02/2012 11:56

    SUGESTÃO PARQUE NACIONAL MAJOR ARCHER

  3. -28 Míriam 17/01/2012 13:24

    Matéria excelente ! Ninguém consegue imaginar o Rio de Janeiro sem a Floresta da Tijuca. Acredito que o governo da época gastou pouquíssimo para fazer algo de tamanha relevância para o povo. Louvemos a coragem para desapropriar áreas e enfrentar poderosos da época.Por que não criar outras áreas de reflorestamento na Serra de Madureira em Nova Iguaçu , São João de Meriti e Belford Roxo ? Já falam em condomínios residenciais em Tinguá. Povoar rima com desmatar. Infelizmente os homens públicos da atualidade são cada vez menos interessados no bem comum. O major Archer será sempre lembrado e representado por cada árvore plantada na floresta, mesmo que o nome não seja reconhecido por todos.

  4. -29 Roberto Maggessi 16/01/2012 15:01

    Archer foi fundamental para a consolidação do sonho imperial de reflorestar a Tijuca e as Paineiras. Ele iniciou o trabalho de forma correta, tecnicamente falando. Após ele, o Barão de Scragnole e posteriormente, os Maggessi (pai e filho) deram continuidade e aprimoraram com novas técnicas o plantio, gestão de manejo e desenvolvimento da mata.
    Só na gestão de João Maggessi de Castro Pereira (Pai) foram cerca de 260.000 mudas, mais o cuidado com cada estágio da mata regenerada em mais de cinquenta sítios diferentes. Chegou a usar o quintal de sua própria casa para acolher as principais mudas e cuidava delas pessoalmente. (ver fotos inéditas no Flirk) http://www.flickr.com/photos/37017736@N08/
    Ele fechou os acessos e cuidou para que nada afetasse o tão delicado trabalho. Após sua morte, seu filho,Também João, feitor do Ministério da Agricultura, prosseguiu com o trabalho até a chegada de Raimundo de Castro Maia, que compartilhou com ele a gestão da Tijuca.
    Tiveram brigas homéricas ( Um queria preservar a mata e ampliar a área protegida e o outro transforma-la num play-groud e num jardim exótico, extensão de sua residência).
    Os Maggessi sairam da sua resindência (atual restaurante dos Esquilos) em meados da década de 40, mas continuaram ligados a Floresta até os anos setenta, quando o terceiro João, chefe da Guarda Florestal, se aposentou.
    Hoje, eu mantenho este amor, como voluntário e membro do Conselho Consultivo do Parque Nacional da Tijuca. Luto pela ampliação e regularização fundiária do PNT.
    Ainda não valorizamos ( e nem conhecemos) nosso principais ( e verdadeiros) heróis nacionais. Mas vamos avançando!

  5. -30 Augusto Acioli de Oliveira 13/01/2012 16:17

    Prezado Luiz Antonio Ryff,
    Parabenizo pela excelente, didática e biográfica matéria.
    Nossos estudantes necessitam desse tipo de informação.
    Solicito autorização para divulgá-la nos blogs
    http://velhoescriba.blogspot.com , http://luzesdorio.blogspot.com
    Com apreço,

    Augusto Acioli de Oliveira
    20120113, Rio de Janeiro

  6. -31 João Alfredo 13/01/2012 15:59

    Excelente matéria, parabéns ao jornalista Antonio Ryff e ao nosso diplomata e grande ambientalista Pedro Menezes, que fez uma gestão de excelencia à frente do Parque da Tijuca, este paraíso encravado na cidade do Rio de Janeiro que nos traz beneficios ambientais fantásticos. E tem muitos moradores de nossa cidade que não conhecem este parque maravilhoso, que esconde histórias como a do Major Archer. Seja um AMIGO DO PARQUE – amigosdoparque.org.br.

  7. -32 Valdiney Martinghi 13/01/2012 10:13

    Bom Dia a todos!!!
    Quero mandar um abraço a todos Brasileiros.
    Se nós ficarmos de braços cruzados, não veremos futuro para o Brasil. O Brasil precisa de homens e mulheres que o amem, que de seu coração e sua alma, seu tudo pelo seu País…. nas escolas só estão preocupados em ensinar coisas banais e até implantar na cabecinha das crianças coisas que só interessa a pessoas sem exclupos, falando sobre sexo sexo sexo… outras coisas muito importante que é a vida neste País tão limdo fica de fora, a exemplo esta pessoa que fez um ato muito bonito. Fiquem com Deus…

  8. -33 Marcio Fernandes Monteiro 13/01/2012 2:07

    Parabéns pela matéria. Deveria ocupar as primeiras páginas de nossos jornais e revistas. O Brasil precisa de mais reflorestamentos como o da Floresta da Tijca e, a porpósito, a Presidenta Dilma vetar o projeto de Código Florestal, um crime contra nosso País.

  9. -34 Nadia 12/01/2012 18:57

    Parabéns, IG pela matéria. Sou admiradora e frequentadora da Floresta da Tijuca, principalmente o Parque da Tijuca.Criei meus filhos fazendo passeios ali. Curava resfriado levando-os para respirar o ar puro que se tem neste paraíso. O major Archer e os escravos citados na matéria deram aos cariocas esse privilégio de se ter um oasis dentro de uma cidade tão degradada. Pocuro, dentro do possível , ser uma guardiã de lugar , Quando quero reabastecer as minhas energias é para lá que vou, apesar , confesso , do medo que hoje sinto. É FALTA DE SEGURANÇA ABSOLUTA . Como estou afastada do Rio já alguns meses não sei se melhorou, espero que sim. Parabéns mais uma vez a IG pela informação.

  10. -35 Getulio Rodrigues 12/01/2012 11:27

    Por que o Ig retirou do portal tão importante notícia?
    É assim.

  11. -36 Getulio Rodrigues 12/01/2012 11:19

    Dizer que a população “não tem memória” é um grande engodo. Quem deve promover seus herois e grandes feitos é o poder público, para estimular entre seus cidadãos a prática de boas ações, engrandecendo seus benfeitores. Ocorre que essa memória passa pelo que interessa a seus administradores, se dão votos, se é da sua conveniência, o que ganham com issso e assim por diante. É necessártio que algum pesquizador leve ao cinhecimento público esses fatos. Vejam quantas manifestações de indignação e de apoio foram feitas por tantas pessoas do Brasil afora.
    Big Brother é o máximo Brasil a dentro. Por que? A mídia fala como um grande feito a intimidade de alguns “uns e outros”, mas não divulgam a grande receita que recebem por essas situações colocadas a público.Estou certo ou errado?

  12. -37 Chico 12/01/2012 4:02

    Realmente uma grande iniciativa feita há tantos anos, mas temos que pensar q antes era mata nativa e foi “debulhada”…hj em dia faz se o mesmo em outras partes do país, melhor deixar desmatar para depois surgir um grande ser para amenizar?

  13. -38 LENILDE QUIMAS 12/01/2012 2:28

    Fiquei maravilhada com esta historia, não fazia a menor idéia da grandeza deste acontecimento histórico no nosso Estado do Rio de Janeiro. Com toda certeza deveria ser tema para vários trabalhos dirigidos ao nosso MEIO AMBIENTE. SOCORRO UNIVERSITÁRIOS E ESCRITORES. Parabéns mesmo pelo trabalho de divulgação.

  14. -39 Mariana 12/01/2012 2:24

    Estou profundamente comovida por ter “descoberto” esse herói nacional. O Brasil, tão rico de história e personagens ilustres, quase sempre os tem em esquecimento. Más, já que o conhecimento sempre foi privilégio de uma “privilegiada minoria”, resta a nós, essa seleta minoria, divulgarmos essas pessoas que fizeram e tiveram importância inestimável na construção do nosso povo e identidade. Divulgarei o artigo nas redes sociais, e esperarei por mais iniciativas como essa do jornalista responsável e do portal que o está veiculando.

  15. -40 braiini 12/01/2012 1:45

    nao tenho muita certeza,mas acredito q se pode obter mais informacoes sobre manoel Gomes Archer em orgaos ou entidades judaicas ,pois pelo sobrenome com certeza ele provinha de familia judaica ,portanto deveria ser judeu ,e pode ser q consiga repaginar a vida e historia da vida dele ,espero q tenha ajudado

  16. -41 Ronaldo Costa 12/01/2012 0:49

    Muito legal a matéria. Passei a saber da existência de um brasileiro ilustre que ajudou a manter a beleza do Rio de Janeiro, lutando pela recuperação de áreas naturais que são as que fazem a pujança de uma localidade, pois, quem gosta de concreto é engenheiro e mesmo assim se tiver mau gosto pois os refinados chamam paisagistas para esconde-lo.

  17. -42 DULCE SOUZA 12/01/2012 0:24

    Apesar do atraso de 150 anos, parabéns, MAJOR ARCHER, acho que tem muitas florestas por aí precisando de um MAJOR ARCHER nos dias de hoje. Obrigada por ter existido.

  18. -43 Francisca Liduina 12/01/2012 0:12

    Muito boa matéria.Infelizmente não se valoriza fatos históricos importantes no nosso país.

  19. -44 Clayton 11/01/2012 23:41

    Corrigindo, a maior floresta urbana do mundo fica no Parque Estadual da Pedra Branca, no municipio do Rio de Janeiro, seguida pelo Parque da Cantareira em São Paulo. Em terceiro lugar, vem o Parque Nacional da Tijuca.
    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maci%C3%A7o_da_Tijuca

  20. -45 Reynor 11/01/2012 23:40

    Parabens ao IG pela reportagem…Uma bela estoria q deveria ser lembrada e contada nas escolas do pais(principalmente no RJ)
    Alôalô Sergio Cabral/Eduardo Paes….
    Já compartilhado no Facebook…

  21. -46 henrique daustter 11/01/2012 23:32

    GRANDO LEGADO PARA AS GERAÇÕES ATUAI E FUTURAS….

  22. -47 Adonai 11/01/2012 23:23

    Que esse exemplo siga para a regiao sul do Brasil, onde o desmatamento foi e é absurdo tendo somente interesses financeiros de poucos como justificativa. Os efeitos do clima aparecem há decadas e a cada dia aumentam. SC é um exemplo desta modelo apodrecido.

  23. -48 Zito 11/01/2012 23:18

    Mais é o próprio governo que faz à Nação Brasileira a esquecer as suas memórias, que destruindo grandes monumentos históricos, sem dar a maior conservação aos prédios tombados.
    Exemplos maior é a falta de prevenção, caso que esta acontecendo em Minas Gerais e Rio de Janeiro.
    Alias, este fenomeno vai do Norte ao Sul.

  24. -49 Lúcio S. Leoni 11/01/2012 23:15

    Major Archer

    É lamentavel!!! Como pode uma pessoa que conduziu um trabalho pioneiro que se destacou pelo mundo, ficar tanto tempo no anonimato. Se hojé estes políticos nojentos corruptos que muito envergonham nosso Brasil com mensalões etc., ocupam a tribuna do plenario em Brasília para falar da maior floresta urbana do mundo para os visitantes estrangeiros e não sabem seguer o nome do pesquisador que conduziu um trabalho desta magnitude com parcos recursos naquela época, demonstra como nossa história vem deixando a desejar, não dando o valor devido a quem realmente merece. Eu, trabalho com pesquisa botânica e jamais ouvir falar destre ilustre cidadão. Talvez se ele pertencesse a classe da alta sociedade seu nome iria estar em ruas, praças e etc. É uma vergonha este nosso Brasil.

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