Publicidade

terça-feira, 3 de janeiro de 2012 Perfil | 23:16

Morre a última sobrevivente da cela 4

Compartilhe: Twitter

Morreu, aos 102 anos, Beatriz Bandeira, a última sobrevivente da famosa cela 4 – onde foram presas, na Casa de Detenção, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, as poucas mulheres que participaram da revolta comunista de 1935 no Brasil.

Beatriz Bandeira Ryff, aos 35 anos, com seus filhos gêmeos (1945)

Beatriz Bandeira Ryff, aos 35 anos, com seus filhos gêmeos (1945)

Foi na cela 4 que ficaram confinadas Olga Benário (esposa do líder da intentona, Luiz Carlos Prestes), a psiquiatra Nise da Silveira, a advogada Maria Werneck de Castro e as jornalistas Eneida de Moraes e Eugênia Álvaro Moreyra.

Por conta dessa passagem, Beatriz virou personagem de livros como “Memórias do Cárcere”, o relato biográfico de Graciliano Ramos, que também esteve preso por causa da revolta.

Pouco antes, como militante comunista e da Aliança Nacional Libertadora (ANL), Beatriz conheceu seu marido, Raul, que viria a ser jornalista e secretário de Imprensa do governo João Goulart (1961-1964). Com ele se casou três vezes.

Os dois foram exilados duas vezes. Em 1936, depois da libertação, foram expulsos para o Uruguai. Em 1964, após o golpe militar, receberam abrigo na Iugoslávia e, posteriormente, na França.

Ao regressar ao Brasil, Beatriz continuou a militância política nos anos 70 e 80. Foi uma das fundadoras do Movimento Feminino pela Anistia e Liberdades Democráticas, que lutou pelo fim da ditadura no País.

Beatriz nasceu em uma família positivista. Seu pai, o coronel do exército Alípio Bandeira, foi abolicionista. Como militar, trabalhou no Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e ajudou o Marechal Cândido Rondon na instalação de linhas telegráficas no interior do País e no contato com tribos isoladas – Alípio liderou o encontro com os Waimiri Atroari em 1911, por exemplo.

Além de militante política, Beatriz foi poeta (publicou “Roteiro” e “Profissão de Fé”) e professora (foi demitida pelo regime militar da cadeira de Técnica Vocal do Conservatório Nacional de Teatro). Também escreveu crônicas e colaborou para o jornal A Manhã e as revistas Leitura e Momento Feminino. Há dez anos ela contou um pouco de sua história em uma entrevista à TV Câmara.

Beatriz morreu na noite de segunda (dia 2) após um AVC. Foi enterrada no final da tarde de hoje (dia 3) no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Uma nota pessoal

Beatriz Bandeira Ryff era minha avó. Nos últimos anos de sua vida centenária a senilidade tinha lhe tirado totalmente a visão. Ela quase não falava e mal se comunicava com o mundo.

Há uns dez dias, fui visitá-la levado pelo meu filho de 8 anos que queria dar um beijo na “bisa”. Encontramos ela mais presente do que em todas as visitas nos anos anteriores. Chegou a cantarolar algumas músicas que costumava embalar o sono dos netos quando pequenos, como os hinos revolucionários “Internacional”, “A Marselhesa” (embora ela também cantasse obras não políticas, entre elas a “Berceuse”, de Brahms).

Ao me despedir, perguntei-lhe se lembrava o trecho do poema “Canção do Tamoio”, de Gonçalves Dias, que ela costumava recitar. Ela assentiu levemente com a cabeça e começou, puxando do fundo da memória. Foram suas últimas palavras para mim.

“Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos,
Só pode exaltar.”
(“Canção do Tamoio”, Gonçalves Dias)

Beatriz Bandeira Ryff, aos 90 anos

Autor: Tags: ,

34 comentários | Comentar

  1. -66 Luiz Augusto Barroso 11/01/2012 20:28

    Linda ela. E linda história.

  2. -67 maísa paranhos 06/01/2012 16:44

    Belíssmo depoimento de seu neto. Soube de seu falecimento atravésdeum amigo que está em Buenos Aires.
    Que bom, para vc, que escutou o seu filho, bisneto, e foi ao encontro de sua avó. Sem dúvida, um presente. As crianças…

  3. -68 Betina Viany 05/01/2012 17:14

    Ainda criança conheci Beatriz. Nossas famílias eram vizinhas no Edifício dos Jornalistas.
    Tornei-me atriz e em 1989 representei Olga Benario na novela Kananga do Japão na extinta TV Manchete. Para pesquisar o papel conversei com Beatriz, conheci Maria Werneck, Nise da Silveira e Luiz Carlos Prestes. Foi uma experiência inesquecível.
    Depois de exibido o último capítulo da novela, recebi um ramo de flores com um cartão:
    “Profundamente comovida e agradecida, abraço-a e felicito magnífico e comovente desempenho. Sua admiradora Beatriz Bandeira Riff. 05/05/90.”
    Guardo honrada e com muito carinho esse cartão.
    Betina Viany

  4. -69 Humberto dos Santos 05/01/2012 14:39

    Querido! apesar de não o conhecê-lo bem, conheço a maravilhosa carreira de sua vó Beatriz..É uma honra pra sua família e pra vc ter convivido com ela. Acredito que vc não esquecerá de td o que ela te ensinou durante a vida. Conserve a memória dela. beijo no coração, de coração!

  5. -70 luiz antonio 05/01/2012 10:48

    Que maravilha seria, se todos fosse iguais a vc. Fique com Deus, grande ser humano.

  6. -71 Silvio Tendler 05/01/2012 4:46

    Lindo texto para um linda mulher que vc tem o privilégio de tê-la como avó. Não perdemos nossa Beatriz centenária. Ela foi ao encontro do querido Raul.
    Beijos
    Silvio Tendler

  7. -72 Geraldo 04/01/2012 23:51

    Esta estoria e muito linda, So não e mais ainda porque muitas igual a vc foi torturadas e perderâo o preciosos tempo nas celas. Gracas a Deus que isso fico para traz e hoje temos o mais Patrimonio deste pais que e a liberdade de espresão, Viva a democracia

  8. -73 valdenito dantas 04/01/2012 23:31

    Beatriz Bandeira estará sempre presente como uma mullher culta e corajosa que queria mudar o nosso pais. Fico muito feliz e orgulhoso por esta grande mulher.

  9. -74 ceci 04/01/2012 21:51

    Prezado Luis Antonio
    Só agora soube da morte de sua avó.Eu a conheci pessoalmente e nos encontramos algumas vezes,ja que meu marido Jacy Pereira Lima,havia sido exilado no Uruguai,junto com seua avós.Nao conheci Raul,embora tenha sido amigo do Jacy..Por vezes nos falãvamos ao telefone.Como Jacy morreu ha mais de 5 anos,eu retornei para Niteroi e acho que ja ha alguns anos nao a via.Gostaria de entrar em contato contigo e falar um pouco mais dessa estoria…

  10. -75 Maria 04/01/2012 20:11

    Linda história. Merecida homenagem. Não importa se o leitor é a favor ou contra o comunismo, se é capitalista ou anarquista. O que importa é ver a história de uma pessoa que acreditava em uma causa. E que focou sua vida na luta por essa causa. Isso dá grandeza à vida, principalmente nos dias de hoje, nos quais o individualismo impera.

  11. -76 Maria Neves Ribeiro aquino 04/01/2012 19:32

    Deves sentir muito orgulho de ter tido uma Avó como esta, exemplo para muito brasileiros,Precisamos de mais gente como ela.Com certeza ela estará sempre na memória de muitos.

  12. -77 Sonia de Senna 04/01/2012 18:52

    Me emocionei ao ler a história dessa mulher forte e muito brasileira que acaba de falecer mas deixou modelo de bravura e patriotismo aos seus descendentes e ao povo honrado deste país. Pena que não fazemos homenagens àqueles que realmente merecem.
    Meus sentimentos pela perda de sua vó mas ao mesmo tempo, parabéns por ser neto de uma mulher forte como ela.

  13. -78 Ana 04/01/2012 18:10

    Agora acalentando os anjos! Que as saudades sejam repletas de boas lembranças. Nossos sentimentos.
    Ana Lúcia e Jorge Luiz Correia Lima

  14. -79 Pedro José Altoé Neto 04/01/2012 17:26

    É lamentável que a mídia tupiniquim só divulgue a história dessas pessoas após a morte.Prefere noticias sobre ex-BBB,marias-chuteiras,pseudo-celebridades,filmes sobre ex-prostitutas e coisas do gênero.Exemplo: No dia da morte de Sérgio Brito,um jornal de grande circulação no RJ divulgou uma nota de rodapé sobre o artista e uma notícia de de página inteira sobre os sapatos de lady Gagá…Coisas de Pindorama…

  15. -80 Adriana 04/01/2012 17:03

    Luiz Antônio
    Uma história das nossas avós.
    Beatriz (a sua avó), foi em 1963, à China, numa delegação brasileira, de 4 pessoas:
    ela, o Barão de Itararé, outra gaúcha, que eu não me lembro o nome e nem quem era e
    Josphina Etcheverry (minha avó).
    Era algum encontro internacional, de modo que tinha delegação do mundo todo.
    Num almoço de confraternização, as delegações apresentavam uma dancinha, ou música.
    A delegação do Brasil (3 gaúchos e minha avó, carioca), resolveu cantar “Prenda Minha”:
    as 3 beldades cantavam e o barão FINGIA que tocava trompete, mas só fazia movimentos com a mão e o som com a boca.
    Minha avó era surda, usava aparelho auditivo.
    Nos ensaios, ela cantava “preta minha” e me contou que, Beatriz, com toda a paciência do mundo, dizia:
    -Não Fina, é PRENDA MINHA.
    Chegou a hora de cantar. Cantaram. Um sucesso, aplaudidíssimos. Ao voltarem para seus lugares na mesa, foram muito felicitados.
    Ao lado, a delegação cubana. Uma das cubanas comentou:
    -Também, ensaiaram a noite inteira.

    E morríamos de rir, com a cubana que não dormiu direito e o barão que fingia que tocava.
    Vou ver se encontro fotos da viagem e, se a Beatriz aparecer, te envio.
    Eu tive muito contato com a Beatriz, há mais de 20 anos, que eu tinha um restaurante na rua Sorocaba, em Botafogo, o Raul estava internado na Clínica Sorocaba e ela almoçou lá, muitas vezes (o restaurante era bom e ela me conhecia bem, o que eu acredito que ela se sentisse confortável).
    Agora, vou pelejar para botar isso nos comentários do blog.
    Um abraço grande, adorei contar essa história, mais uma vez,
    Adriana, neta da Fina (ou Caxuxa)

  16. -81 Robson Lima 04/01/2012 16:28

    Rendo minhas homenagens a esta valiosa, das nossas melhores irmães brasileiras, que conduziram sua existência com uma conduta abnegada. Algo tão raro nos dias atuais.
    Ontem assisti ao filme “Imortais”, e havia uma citação atribuída a Sócrates que dizia:
    ” A alma de todo ser humano é imortal, a alma dos seres íntegros, é imortal e divina”
    Fizeste sua parte companheira, saberemos nos referenciar em sua experiência e aprender com ela. Nada poderá deter nossa vitória.

  17. -82 Brunno 04/01/2012 16:23

    Lamento a sua perda e lamento conhecer tão pouco sobre as pessoas que sacrificaram o seu bem estar em busca de ideáis fraternos. O comunismo real, praticado na Coréia do Norte ou China, está longe de ser o que foi defendido por aqueles jovens idealistas, mas também pondero que o comunismo não está fadado a ser isto que existe na Coreia e na China ou mesmo que existiu na URSS. O ideal comunista vive e não está atrelado ao que foi o séc. XX. Práticas e políticas comunistas são percebidas em nossa sociedade: estatuto das cidades; legislação ambiental; a causa da sua avó não morrerá com ela.

  18. -83 Terezinha 04/01/2012 16:22

    ESSA LUTADORA FOI UMA HEROINA COM CERTEZA. HOJE JÁ NÃO TEMOS PESSOAS DE TAMANHA RESPONSABILIDADE,LUTAR POR UM IDEA : ” ACABAR COM A DITADURA”. FICO TRISTE QUANDO PERDEMOS PESSOAS COMO ESTEVES JOBS, BEATRIZ BANDEIRA ,SÃO PESSOAS INSUBSTITUIVEIS, TENHO CERTEZA QUE ELA ESTÁ DORMINDO PARA SEMPRE,MAS UM GRANDE ACERVO IMPORTANTISSIMO ESTÁ SALTANDO DENTRO DAS GRANDES GAVETAS QUE COM CERTEZA VAI SER MUITO IMPORTANTE PARA COMPLEMENTAR A HISTORIA DESSE PAIS. MEUS SENTIMENTOS A TODOS OS FAMILIARES.

  19. -84 joel barcellos 04/01/2012 16:22

    Com orgulho, digo, fui aluno de teatro desta doce e maravilhosa mulher, que me ensinou a “ter a rebeldia como disciplina da alma”, não me deprime nem me entristece, pois um século com raciocínio lúcido…é para poucos!!!
    DESENCANTOU AQUELA QUE ENCANTOU-NOS POR UM SÉCULO, ATÉ MAIS…MINHA PROFESSORINHA TÃO AMADA!!!!!!!!!! AGORA CORRERAM-ME LÁGRIMAS DE POR TER SIDO SEU DISCÍPULO…ATÉ MAIS BEATRIZ BANDEIRA!

  20. -85 Elisio F. Costa 04/01/2012 16:13

    É uma lástima que todos os nossos Ilustres como a D. Beatriz, Graciliano Ramos, Gonçalves Dias e tantos outros são nomes totalmente desconhecidos pela maioria de nós, principalmente pelos jovens!!!!

  21. -86 Rennê Costa 04/01/2012 16:05

    Essa foi a única notícia interessante que tive hoje, pena que deveras triste para seus entes queridos.Porém um lenitivo para nós mortais comuns, tão carentes de exemplos de pessoas éticas e idealistas, quando nos encontramos perdidos nessa selva de canalhas a nos atormentar.

  22. -87 Manoel Oliveira 04/01/2012 15:37

    Demonstrou cultura e intelegência. Personalidade marcante, forte, brava mulher!

  23. -88 flavio 04/01/2012 15:32

    a luta dela não foi emvão viva a “liberdade”

  24. -89 antonio de oliveira filho 04/01/2012 15:30

    Em tempos esses em que as lutas e os ideais, são cada vez mais deixados de lado, em que a busca do poder e dinheiro é o que vale mais, onde os que outroram se diziam socialista, se esbaldam com o prazer da vida fácil, muito me deixa orgulhoso saber que existiu uma senhora que viveu e lutou pelos ideais maiores, que sirva de exemplo para os atuais lideres pseudos socialistas que já não gostam mais de serem assim chamados para que recobrem a consciencia.

  25. -90 Lucia Hippolito 04/01/2012 15:29

    Gostava imensamente de sua avó. Militei com ela no Movimento Feminino pela Anistia. Conheci seu avô. Tive essa honra. Não sei se Tito é seu pai, mas fomos muito amigos em tempos mais duros, de resistência à ditadura. A democracia não nos separou, apenas a vida nos afastou. Receba um abraço muito carinhoso e muito respeitoso.
    Minhas homenagens a uma grande mulher. Amiga, lutadora e carinhosa.
    Viva Beatriz Bandeira. abs. Lucia Hippolito

  26. -91 Luis Car4los dos SAntos Fernandez 04/01/2012 15:27

    Gostei da matéria, principalmente da nota pessoal, realmente muito legal, parabéns

  27. -92 Graça Lago 04/01/2012 15:25

    Caro Luiz Antonio, que orgulho e que alegria deve ter sido compartilhar a vida com essa grande brasileira! Tenho certeza de que seu filho guardará por toda a vida essa bela lembrança que a bisa reservou para ele. E aprenderá a contar para os filhos e netos que tiver a história de bravura dessa guerreira do nosso país Um forte abraço, Graça Lago

  28. -93 Molica 04/01/2012 15:22

    Belo texto, meu caro – e bela história, a de sua avó. Abração.

  29. -94 gomes 04/01/2012 15:21

    Não a conheci, mais sempre a amei. Este Brasil, mesmo ainda muito desigual, muito desumano, mais Livre e com grandes chances de ser grande, deve muito a esta e outros guerreiros que não pouparam sequer a vida, por acreditar nos seus ideais. Esta liberdade que desfrutamos hoje é o fruto da semente semeada num terreno “sangrento”.

  30. -95 Milton Camuyrano 04/01/2012 15:19

    Uma pessoa com esse histórico é digna de respeito. Mas vale lembrar que o episodio INTENTONA COMUNISTA ocorrido no Brasil, foi um evento teleguiado por bolcheviques soviéticos, que visavam a implantar o comunismo no Brasil. Luiz Carlos Prestes antes de tentar fazer uma revolução no Brasil, esteve vários anos na Uniao Soviética treinando, se especializando. No Brasil, este episodio teve um desfecho sangrento, que causou comoção e repudio, principalmente no quartéis. No Rio de Janeiro e em Recife, alguns militares que faziam parte deste movimento, se levantaram na calada da noite e degolaram centenas de outros militares que estavam no quartel. Sem querer explicar ou justificar nada, este evento foi o causador do grande pavor que os militares tem ate hoje de comunistas. Lembrando ainda que o comunismo no mundo matou mais gente inocente do que qualquer outra ideologia. Apos a implantação do comunismo na Rússia, o regime matou, pelo cárcere ou pela fome mais de VINTE E CINCO MILHOES DE PESSOAS. No cambodja, um pequeno pais do sudoeste asiático, um regime chamado Kmer Vermelho, aplicou os principais dogmas de Max e Engels, em um governo e exterminou toda a classe social que detinha algum conhecimento. Mataram todos os professores, médicos, advogados, etc. Exterminaram todo mundo que tinha mais de 4 anos de estudo. Queriam criar um novo mundo. Mataram mais de DOIS MILHOES DE PESSOAS. Gracas a deus, isto não aconteceu no Brasil.

  31. -96 Carlos Romualdo Corio 04/01/2012 15:13

    Como pode ser repatriada uma pessoa para um país que nunca foi sua pátria? E ainda na Coréia do Sul que não é comunista… A ignorância de alguns brasileiros neste país é tão grande que nem mesmo fazem um mínimo de esforço para imitar o grande vendilhão da Pátria, que foi FHC que as “sombras”, as lucias, fabios e marcos ainda apóiam para nos envergonhar no mundo inteiro. Ryff, não houve realmente uma perda pois a passagem dela por aqui foi valorosa. As saudades nos fustigarão sempre até o dia do reencontro. Lembremos dela pois, com alegria.

  32. -97 antonio norberto 04/01/2012 15:10

    Como, mae, avo e bisavo sei que fica a saudade, mais como ideal politico não fica nada, ser comunista é querer a miseria para uma nação, se o regime fosse bom, na russia onde foi criado não teria acabado, em Cuba você não viveria prissioneiro de um pais, não tendo direito de nada, na realidade em um pais comunista você é escravo do estado.

  33. -98 Vera Pereira 04/01/2012 15:03

    Tive a felicidade de ser aluna de Beatriz Bandeira no Conservatório Nacional de Teatro no fim dos anos 50. Senhora amável e doce que me consertou a voz e ganhou a admiração de todos. Não segui a carreira teatral, mas não por culpa dela. Sinto muito a perda.

  34. -99 Ninna Raao Soares 04/01/2012 15:00

    Quero foto rescente, 102 anos não é para qualquer um ainda mais com toda esta história linda…………

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última
  6. ver todos os comentários

Os comentários do texto estão encerrados.