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sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Entrevista | 17:33

Para comandante da PM, combater milícias é mais difícil do que enfrentar tráfico

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Coronel Erir Costa Filho

Coronel Erir Costa Filho, de faxineiro a comandante-geral da PM

Comandante-geral da Polícia Militar do Rio, o coronel Erir Ribeiro Costa Filho, 54 anos, tem uma trajetória peculiar. A ascensão ao posto máximo da carreira já seria um feito e tanto. Mas a sua tem componentes especiais. Na primeira vez em que entrou no quartel-general da PM, na rua Evaristo da Veiga, em 1978, ele empunhou uma vassoura. Era servente e sua função era varrer o piso da corporação. Trinta e três anos depois ele chefia 42.422 policiais e promete uma faxina ética na instituição.

Ele também ganhou notoriedade por receber uma punição. Mas bem diferente das que levaram a instituição a expulsar 677 homens de 2008 até setembro deste ano por desvios gravíssimos, como roubo, homicídio e peculato. Em 2003 ele perdeu o comando de um batalhão ao denunciar que um ex-secretário estadual intercedeu em favor de traficantes.

Costa Filho, contudo, não demonstra particular orgulho por nenhuma das duas histórias. Entre risos e cigarros do maço que fuma diariamente, ele fala com tranquilidade das suas atribuições e das primeiras semanas no cargo, que ocupa desde  final de setembro.

Após o seu batismo de fogo no comando da tropa – a ocupação policial da Rocinha e a prisão do traficante Nem, o mais procurado do estado – ele já consegue relaxar. Às vésperas da bem sucedida operação na favela mais famosa do País, Costa Filho teve dificuldade para dormir. E conta rindo que decidiu ficar mais perto da ação e se mudou de sua casa, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, para a residência oficial do comandante-geral, no Flamengo. “Não tinha nem sabonete lá. Tomava banho com xampu”.

Em breve a Rocinha abrigará a 19ª Unidade de Polícia Pacificadora. Mas ele avisa
que é preciso não ter expectativas excessivas em relação ao projeto de UPP. “A UPP não vai acabar com o tráfico”, diz ele, que acha viável reduzir o poder militar de bandos armados. Nesse quesito, ele aponta as áreas de Jacarezinho e da Maré como as que requerem atenção especial. A Maré sediara a Unidade de Comandos Especiais.

“Milícia é muito pior”

O comandante-geral também avalia que, na segurança pública, o tráfico não é o oponente mais difícil a ser enfrentado. “A milícia é muito pior”.

Ele acredita que, nos anos 70, o principal problema das polícias no Rio era o envolvimento de alguns integrantes com grupos de extermínio, como o mão branca”, atualmente na área de segurança pública é a milícia.

“Ela tem muito envolvimento de policiais, de ex-policiais e de outros integrantes de órgãos da segurança pública. Na área de Campo Grande, os próprios policiais que servem no 40º BPM têm medo. Eles conhecem todo mundo”, lamenta.

Por contarem com muitos integrantes das forças de segurança, que têm autorização para usar armas, é difícil tipificar o porte ilegal – algo fácil no caso de um traficante. Responsável pela escola de formação de oficiais da PM, o coronel Íbis Silva Pereira explica que a PM não possui os meios necessários para o enfrentamento adequado da milícia.

Mecanismos da legislação, como quebra de sigilo bancário e telefônico, que são atrelados ao inquérito, estão longe do alcance da PM. Não é possível, por causa de uma sindicância interna, por exemplo, pedir a um juiz a monitoração telefônica de um policial que apresente indícios de enriquecimento.

É preciso um inquérito instaurado. E isso não é atribuição da PM. Somente as polícias civil e federal têm, legalmente, competência para tanto.

“É preciso trabalhar em conjunto, além deles, com a Corregedoria Geral Unificada e com a subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública”, afirma Costa Filho, que elogia ações das polícias Civil e Federal que prendem PMs. “Estão nos ajudando a fazer uma limpeza institucional. Só não dá para ficar limpa 100%. Isso seria uma utopia”.

Ovelhas negras

Costa Filho diz que em uma instituição com quase 43 mil membros é normal que haja ovelhas negras. E que as que forem identificadas serão punidas. “É um problema da índole das pessoas, e não da instituição”, diferencia.

E diz que como parte desse esforço tem havido uma mudança de mentalidade na forma de enfrentar a questão da violência. E dá um exemplo. “Os autos de resistência (mortes provocadas por policiais em operações) estão diminuindo”, afirma ele, lembrando que, nos anos 90, foi instituída a “gratificação faroeste”, que acabou sendo um incentivo para quem matasse mais. Hoje é o inverso. No plano de metas da Secretaria de Segurança Pública um dos principais itens é a redução de letalidade violenta. Isso inclui os autos de resistência, homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

Mas Costa Filho considera que não basta a polícia melhorar. É preciso que a sociedade mude também. “Ela tem que ajudar a diminuir a corrupção. Só dá o dinheiro quem está errado. Se estiver certo não precisa dar o dinheiro, precisa?”, questiona.

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19 comentários | Comentar

  1. 69 vera cristina de andrade bueno 28/11/2011 18:11

    O Comandante Erir Ribeiro Costa Filho deve estar certo em muitas coisas das quais não conheço: a Polícia Civil, a Polícia Militar, as Milícias. Mas sei que ele está certo sobretudo quando diz que o problema dessas instituições (as ovelhas negras) não está nelas mesmas mas na índole, eu diria, no caráter das pessoas. As instituições não acertam nem erram, mas as pessoas que respondem por elas acertam e erram. Índole e caráter como os dele, são um belo exemplo disso. Boa ideia do Luiz Antonio Ryff fazer e publicar uma entrevista que chama a atenção para o que há de bom na Instituição e na Sociedade. Parabéns para os dois!

  2. 68 Soraya Lacerda 28/11/2011 17:08

    Está certíssimo! “não basta a polícia melhorar. É preciso que a sociedade mude também.”

    Não adianta exigir uma mudança na postura ou mesmo na estrutura policial se as pessoas não mudarem a forma de agir. A corrupção está nas pequenas coisas, nos pequenos gestos.

    O estado tem papel fundamental nesse processo. Só com a valorização do trabalho policial, investimento em educação e maior oferta de emprego é que vamos sentir um reflexo positivo e uma mudança de fato.

  3. 67 Maira 28/11/2011 16:03

    Bom ver policiais honestos na imprensa

  4. 65 Sergio da Silva Quintino 26/11/2011 13:22

    Parabéns ao Coronel, pela transparência e sinceridade nos seus comentarios, se a legislação brasileira puder dar a PM de todos os estados condições legais de se trabalhar principalmente na questão de investigaçaõ de casos de policiais corruptos muitas mudança ocorreram, parabéns a policia civil e federal que tem cumprido o seu papel conforme determina a legistação Brasileiro.
    Vamos torcer por um dia todas as forças de segurança possa ter as mesmas condições de trabalho.
    Mesmo assim parabéns a todos os policias que trabalham com amor a profissão não visando lucro mais sim uma segurança plena para o cidadão que tanto precisa, muito mais ainda os menos favorecido.

    Sergio Quintino

  5. 64 Claudio 26/11/2011 13:19

    Se, de fato o lema do BOPE for “FORÇA E HONRA” e se, de fato, há o verdadeiro ódio dos ploliciais desta corporação por policiais corruptos, isto deveria ser ser aplicado também à PM inteira, considerando: quem está agindo contra a lei, é bandido. Policial corrupto ou explorador é bandido. Logo, ele é INIMIGO da corporação e não merece amizade nem perdão. Quando um pllicial militar fecha os olhos, baixa a cabeça, ou trata na diplomacia um colega corrupto ou explorador, está sendo conivente com isso, sem ganhar nada. Se ganha é bandido também. No limite, se é conivente, em algum momento pode ser baleado por este mesmo amigo…que na verdade pode ser amanhã o inimigo…de outro lado, onde está o poder do Estado, não pode haver um poder paralelo. Se este existe, é por que o Estado não exerce, de fato, o poder.

  6. 63 Luiz 26/11/2011 13:11

    O que leva um policial a perder a conduta, é ele prender bandidos e os juizes soltarem em seguida, isto vai desistimulando os mesmos, nosso problema esta no judiciário, reforma nas leis já, veja no caso de São Paulo, o senador Suplicy entra nas cadeias para saber se os presos são bem tratados e os chamam de meus meninos.

  7. 62 Paulo 26/11/2011 11:08

    É sempre bom saber que com honestidade, humildade, perseverança e ética se chega ao topo.
    Parabens comandante, esperamos uma verdadeira faxina mesmo, tanto interna como externa na nossa segurança.

  8. 61 Paulo 26/11/2011 10:54

    Não esqueçamos que boa parte dos deputados eleitos foi financiada pelo tráfico e milicias. Aí vamos esperar mudanças nas leis? Pode esquecer. Quem não recebeu educação, não tem discernimento e essa falta de conhecimento serve a quem? Onde fica a responsabilidade do governo em investir em educação? Quanto ao perfil psicológico de quem entra para a PM, acho que não deve ser bom mesmo, pois só um louco para querer ganhar tão pouco e arriscar tanto a vida. mas, a seleção não se dá pelo perfil psicológico e sim pelo perfil social. Pense bem a exigência é ensino médio e o salário aprox. 1.000 reais. Quem se interessa por isso? De que classe vem as pessoas que ingressam na PM? Qual pai investe na educação de seu filho e deseja que ele seja soldado da PM? Então, acho que com o que é oferecido a estes policiais, temos a policia que o Brasil merece: incompetente, truculenta e corrupta, não podia ser diferente do congresso nacional. Afinal, tudo é Brasil!

  9. 60 Paulo 26/11/2011 10:40

    Acho que o poder das forças armadas já está bom demais. Da última vez que tiveram poder, mataram e torturaram igual aos traficantes e milicianos de hoje. O que temos que ter são leis duras, sistema prisional decente e investimento na seleção (curso superior), treinamento e remuneração dos policiais. Só depois disso é que poderemos pensar em cobrar resultados. Acho que não há vontade politica para isso. então, o que se vê e ouve são balelas, conversas fiadas e muito barulho por nada. Ocuparam favelas e ai? os criminosos foram para onde? è hora de tratar esse assunto com seriedade pois a população está morrendo e é refém desses criminosos sim.

  10. 59 PEREIRA 26/11/2011 9:56

    Diretamente ao LEGISLATIVO.

    Sempre defendi o serviço de inteligência das Forças Armadas, porém, tiraram todos os poderes que as forças tinham e veja o que está acontecendo poder demais para uns e outros sem poder nenhum.
    Já estar na hora de se criar delegacias especializadas das Forças Armadas em todos os estados para investigar somente militares das Forças Armadas, policiais militares e policiais civis, comandadas pelas Forças Armadas, assim desafogaria as delegacias que hoje enfrentam grandes problemas.
    Se existem Fórum militar para punir militar, porque não se pode ter delegacias especializadas para investigar militares com desvio de conduta.

    As Forças Armadas ainda são instituições que a população tem confiança.

    Ass. Um cidadão brasileiro.

  11. 58 Pedro 26/11/2011 7:33

    Tipificar o porte ilegal é facílimo, pois o direito ao porte é do cargo do policial e NÃO DA PESSOA FÍSICA ocupante.

    OU SEJA,SE ESTÁ FORA DO HORÁRIO E DO LOCAL DO SERVIÇO, SE ESTÁ SEM FARDA, E/OU SE A ARMA NÃO É EQUIPAGEM PADRÃO, ENTÃO O PORTE É ILEGAL. Simples assim!

    O que dificulta acabar com ás milícias é a população desarmada! A Constituição Americana na Sétima Emenda, permite que todo cidadão tenha uma arma JUSTAMENTE PARA EVITAR O PODER DAS MILÍCIAS!!

  12. 57 Raymundo 26/11/2011 4:11

    Aproveito a oportunidade para dar meus parabéns ao Coronel Erir Costa Filho, novo comandante-geral da PM do Estado do Rio de janeiro e, desejar que ele tenha apoio para fazer a limpeza necessária da banda podre da PM, o que Hélio Luz, ex-chefe da Polícia do Rio de Janeiro (de 1995 a 1997, durante o governo de Marcello Alencar), tanto quiz combater, mas não teve apoio político. Veja um trecho de sua entrevista ao jornal Zero Hora>
    Zero Hora — A polícia do Rio é corrupta, como mostrou os filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite II?

    Hélio Luz — É muito mais. Se fosse como o filme, seria ótimo. O grande problema é quantas vezes estes garotos foram presos e soltos? Foram para delegacia e liberados? Nem fichados são. Por quê? Porque tem acerto. Eles existem pela permissividade da polícia. Além disso, há questões de fundo. Eles prendem estes 200 que nós vimos fugindo, mas vão colocar aonde? E os outros, sei lá, 20 mil que têm no complexo com a idade deles? Tem política para eles? Vai ser proporcionada uma vida decente para eles? Como será feita a manutenção da área ocupada?

    Zero Hora — Qual a opinião do senhor sobre as UPPs?

    Hélio Luz — É interessante. Eu não entendo por que colocam recrutas para montar UPPs. Eles dizem que, na média, são uns 200 recrutas com um oficial. Nas 14 UPPs, dá algo em torno de 2,8 mil recrutas, 3 mil recrutas. Então, 3 mil recrutas estão resolvendo a situação da criminalidade no Rio? Tem um contingente de 40 mil policiais, mais 10 mil na Polícia Civil, que não resolveram o problema da criminalidade. É isso que estão dizendo? Se é isso, estão confirmando que o problema é corrupção.

    Zero Hora — Qual a solução para o Rio?

    Hélio Luz – É desconcentração de renda. Quem tem de dar palpite sobre a segurança no Rio é aquele professor de Pernambuco, o Mozart Neves (ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, integrante do movimento Educação para Todos). O negócio é educação. Não tem saída
    Da minha parte, que já trabalhei por vários anos em inúmeras favelas contempladas pelo Programa Favela Bairro e pelo Sebrae/rj, pergunto: Quem abastesse a favela com armas de grosso calibre e de drogas? Nas favelas não tem plantio de maconha, de papoulas e não fábrica de armamentos. Se estão lá em cima, é porque alguém abastece. Porque nunca se concentraram nisso?
    A arma que derrubou um helicóptero no morro dos Macacos, que a vendeu aos traficantes? Isso, não importa investigar. A CPI do Narcotráfico, em seu Relatório final, diz que nesta questão de tráfico de drogas, nas favelas só tem peixinhos os tubarões, estão no asfalto gusando de seus poderes políticos e sociais e são intocáveis.
    Vejam bem, os grandes traficantes das favelas que já forma para o espaço: O Gordo, Meio Quilo, Escadinha, Denis da Rocinha, Manteiguinha da Vila Kennedy,
    Cara de Cavalo e outros. Se não fosse a conivência da policia, agora com a vasta formação da Milicia, este movimento já teria acabado. O filme Tropa de elite 2, como diz Hélio Luz, é pinto a respeito da realidade deste famoso seriado “Mocinho e Bandidos”. Como ele mesmo diz, os que estão no morro são teleguiados por uma sociedade que não se preocupa saber quem são os seus supostos defensores que agem de forma antética (caso da morte da Juiza Patrícia Acioli), que retrata bem a conduta de quem deveria estar protegendo a sociedade.
    Uma outra pergunta que não me respondiam mas que foi dada no relato do atual Comandante Geral da PM: “Mecanismos da legislação, como quebra de sigilo bancário e telefônico, que são atrelados ao inquérito, estão longe do alcance da PM”. Caso pudesse ter acesso ao sigilo bancário, com certeza, descobririam que são os PMs que tem bens incompatíveis com seus rendimentos legais.

  13. 56 Vitor 25/11/2011 23:44

    Senhor comandante, não consigo ver tanta dificuldade assim nessa guerra não, pois os inimigos de agora não estão mais camuflados que aqueles não, basta que se ouça as comunidades dominadas e elas dirão quem são; onde estão e como agem, E mais, para que servem as corregedorias? As PII; e o Ministério Público? Mas sei a qual dificuldade o senhor se refere, a de que o próprio estado protege o seu funcionário onde o contrário deveria acontecer, isto é, serem fiscalizados constantemente como que automaticamente. Como diz um ditado chinês que se aplica muito bem nesse caso: O hábito faz o monge.

  14. 55 ALEX BONIFACIO 25/11/2011 23:07

    Na minha opinião o Departamento de Psicologia da PMERJ deveria averiguar melhor os traços psicológicos os candidatos ao ingresso na corporação.A impressão que tenho é que propositadamente homens de índole duvidosa têm prioridades nos processos seletivos, pois a grande maioria dos policiais militares que conheço ou conheci apresentam um viés psicológico altamente incoerente à profissão.

  15. 54 Mauro 25/11/2011 23:06

    É realmente é complicado demais, o Cel. tem razão mais tenhamos que encontrar medidas
    para conter essas melícias, que não é só no no Rio de Janeiro, não.
    Isso é como erva daninha está espalhada para o Brasil todo.!!
    Precisam mudar as leis, e dar mais poder de polícia, somente eles estão preparados para
    nos ajudarem.
    Isso é uma praga.!!
    Acho que acabar, não acaba, mais poderão atenuar o problema.
    Vai melhorar.!!

  16. 53 ANIBAL DOS SANTOS FILHO 25/11/2011 21:46

    Elogiar a milícia? Achei inoportuna esta declaração. O inimigo não deve saber nunca que é difícil de ser derrotado. Quanto as ovelhas negras, não há outro jeito, é esperar para serem punidas. Fica muito difícil saber. São ovelhas que possuem “linha de conduta indefinida” Em relação ao Comandante, se ele chegou,onde chegou, provou ser competente e merecedor do cargo que ocupa.

  17. 52 Márcio Ermida 25/11/2011 20:44

    Parabéns ao Cel. Erir! Sugiro aos policiais honestos que chegou a hora de “esmagar” os corruptos como se fossem baratas, precisa chegar o momento de mostrar que quem manda numa instiuição centenária que vela pela segurança pública são os policiais honestos, submetidos à mesma carga horária, mesmos recursos, mesmos salários. E nem por isso se vendem, e alguns ainda morrem pelo “tiro amigo”. Caso os corruptos sejam realmente minoria, como muitos dizem, então a tarefa torna-se muito fácil. Porém, se forem maioria, aí sim pode ficar difícil. Mas não impossível. Sugiro também que a PMERJ institua o PROERD (Programa de Resistência às Drogas) da PMESP nas escolas cariocas. E que o mesmo seja adaptado para o tema Honestidade, no lugar das drogas. Os resultados podem ser obtidos a médio e longo prazo. De um ex-pólicial civil.

  18. 51 elias gomes 25/11/2011 20:42

    SECRETÁRIO, COMECE PELAS ACADEMIAS MILITARES, ESCOLAS E CURSOS DE FORMAÇÃO DA POLÍCIA MILITAR E CIVIL. TRANSFIRA ESSAS ESCOLAS PARA O INTERIOR DO ESTADO. ORDENE QUE SEJA DADA UMA HORA DE ORDEM UNIDA NOS QUARTÉIS PARA TODO MUNDO E ENSINE O COMANDANTE A, PELO MENOS, EXIGIR A CONTINÊNCIA DOS COMANDADOS. ENFIM, ENSINE-OS A SEREM MILITARES E NÃO BARRIGUDOS DE FARDAS. NOS INQUÉRITOS E SINDICÂNCIAS, MANDA DAR DUAS CADEIAS E PODE EXPULSAR DIRETO. MANDA PARA AS RUAS ESSA CORJA! USE OS REGULAMENTOS MILITARES E A LEI!

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